Prefeito de Ribeirão Preto era identificado como ‘Corredor’ e ‘Ponta Porã’ por executivos da Odebrecht para repasses ilícitos
O prefeito Duarte Nogueira teve seu nome envolvido em novas denúncias da Operação Lava Jato. Após o ministro Edson Fachin liberar o acesso aos autos, foram revelados detalhes sobre o envolvimento do prefeito em esquemas de corrupção.
Apelidos e Repasses
Além do apelido de “corredor”, atribuído pelo delator Cláudio Mello em dezembro de 2016, Duarte Nogueira também era conhecido como “Ponta Pouran”. Este novo codinome surgiu no depoimento de Benedito Barbosa da Silva Júnior, executivo da Odebrecht, prestado em 16 de dezembro de 2016. Barbosa confirmou o repasse de R$ 50 mil, considerado lícito pela justiça, para a campanha de 2010. Ele relatou ter recebido R$ 350 mil para a mesma campanha, quantia não comprovada pela justiça eleitoral como proveniente da Odebrecht.
Investigações e Reações
Cláudio Mello afirmou ter repassado R$ 300 mil para Nogueira em 2014, com recibos oficiais. O prefeito negou as irregularidades, alegando falta de acesso às informações da investigação. A Procuradoria Regional Federal deve instaurar inquérito para investigar os indícios de caixa dois.
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Outros Envolvidos
As investigações também citam o prefeito Edinho Silva de Araraquá, apontado como intermediário na captação de recursos por meio de caixa dois. Seu nome aparece cinco vezes nos documentos divulgados. Edinho admitiu ter sido coordenador financeiro de campanha em 2014, mas negou as acusações, atribuindo-as a uma tentativa de atingir a então presidente Dilma Rousseff. Os depoimentos de executivos da Odebrecht, como Alexandrino de Salis Ramos de Alencar, também mencionam pagamentos ilegais para campanhas, com Edinho Silva como intermediário.
As investigações da Operação Lava Jato continuam em andamento, com novas informações e depoimentos que podem trazer mais esclarecimentos sobre o caso. A transparência e a apuração dos fatos são cruciais para a elucidação completa dos acontecimentos.



