Consumo excessivo, além de fazer mal para o fígado, pode afetar o corpo como um todo; médico nefrologista explica
O Carnaval está chegando ao fim, e com ele a maratona de festas e consumo de álcool para muitos. É importante lembrar que o consumo excessivo de álcool prejudica não apenas o fígado, mas todo o organismo. Dados de 2023 apontam que cerca de 28% dos adultos brasileiros consomem bebidas alcoólicas pelo menos uma vez por semana, segundo pesquisa realizada nas capitais brasileiras com mais de 34 mil participantes.
Tipos de Bebidas e seus Efeitos
Conversamos com o nefrologista Dr. Rodrigo Meira para esclarecer algumas dúvidas sobre o consumo de álcool. Segundo o Dr. Meira, existem diferenças nos efeitos de bebidas destiladas (como uísque e vodca) e bebidas fermentadas (como cervejas). As destiladas possuem maior teor alcoólico, e licores, ricos em açúcar, podem aumentar o risco de diabetes se consumidos em excesso. Os efeitos neurológicos do álcool incluem desorientação, perda de sentidos, desinibição e comportamentos inadequados. Em casos mais graves, podem ocorrer convulsões e perda de consciência.
Consumo a Longo Prazo e seus Riscos
O Dr. Meira alerta para os riscos do consumo crônico de álcool. Mesmo pequenas quantidades diárias, ao longo de anos, podem levar a problemas graves. O consumo excessivo está associado a doenças como esteatose hepática (gordura no fígado), cirrose, danos neurológicos e problemas cognitivos, aumentando o risco de demência. Além disso, o álcool irrita a mucosa intestinal, podendo causar má absorção de nutrientes, sangramentos e até hemorragias digestivas.
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Misturas e Moderação
O médico também destaca os perigos da mistura de diferentes bebidas alcoólicas, pois dificulta o controle da quantidade ingerida. A mistura pode mascarar os efeitos do álcool, levando ao consumo excessivo. A recomendação principal é sempre a moderação. Aproveitar momentos de lazer com amigos e familiares, sem exageros, é crucial para evitar os malefícios do álcool e garantir a saúde e bem-estar.



