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Você sabe quais são as causas das manchas na pele em casos de dengue?

Weber Coelho, dermatologista, fala mais sobre as manifestações cutâneas da doença; ouça a coluna 'CBN Saúde e Bem-Estar'
Você sabe quais são as causas
Weber Coelho, dermatologista, fala mais sobre as manifestações cutâneas da doença; ouça a coluna 'CBN Saúde e Bem-Estar'

Weber Coelho, dermatologista, fala mais sobre as manifestações cutâneas da doença; ouça a coluna ‘CBN Saúde e Bem-Estar’

Ribeirão Preto registra alta expressiva nos casos de dengue: foram notificados cerca de 17 mil casos suspeitos neste ano, com mais de 8.200 confirmações e quatro mortes. Em entrevista à CBN, o dermatologista Weber Coelho explicou as manifestações cutâneas associadas à doença e como identificá-las, além de orientar sobre sinais de gravidade.

Quadro epidemiológico e diferenças entre arboviroses

O especialista lembra que dengue, zika e chikungunya costumam provocar alterações na pele, com apresentações muito semelhantes entre si e pequenas diferenças de padrão. As lesões cutâneas mais comuns na dengue são pintinhas vermelhas que podem se juntar em placas, denominadas rash maculopapular morbiliforme. Essas manchas aparecem, em geral, no tronco e nos braços, seguindo depois para as pernas em um padrão descrito como evolução crânio-caudal.

Quando surgem as manchas e como conviver com os sintomas

Segundo Weber Coelho, as manchas costumam surgir a partir do terceiro dia de febre e, na maioria dos casos de dengue, aparecem quando a febre já cede e a doença está em processo de resolução. A coceira é o sintoma que mais incomoda: pode variar de leve a muito intensa, prejudicando o sono e as atividades diárias. Para aliviar, o médico recomenda hidratação da pele com emolientes e o uso de medicamentos antipruriginosos conforme orientação profissional, já que há também descamação associada.

Sinais de gravidade e medidas de prevenção

Há, porém, sinais que indicam evolução para formas mais graves, anteriormente conhecidas como dengue hemorrágica. A presença de equimoses (manchas arroxeadas), petéquias (pequenas pintas vermelhas), sangramentos em mucosas da boca ou olhos e queda acentuada das plaquetas demonstram que a doença está em plena atividade e exige avaliação médica imediata. Nesses casos, o paciente pode necessitar de internação.

Além do acompanhamento clínico, o especialista ressalta a importância do uso regular de repelentes e das medidas de controle do mosquito Aedes aegypti para reduzir a transmissão. Em caso de sinais de alarme ou dúvidas sobre o quadro cutâneo, procurar atendimento médico é imprescindível.

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