Cafeína, sal em excesso e alimentos inflamatórios como açúcar, podem gerar as crises; entenda mais com a coluna ‘CBN Nutrição’
A nutricionista Cristina alerta para a influência da alimentação nas crises de vertigem e explica como mudanças simples na dieta podem reduzir episódios associados à labirintite. Em conversa com a equipe, ela detalha quais alimentos agravam os sintomas e quais estratégias nutricionais ajudam a controlar o problema.
O que é vertigem e como a alimentação interfere
Cristina lembra que a vertigem é a sensação de que tudo está rodando mesmo quando a pessoa está parada — sintoma típico de alterações do labirinto. Embora causas emocionais e posturais também sejam reconhecidas, o foco aqui é alimentar: após o diagnóstico médico, muitos pacientes procuram orientação nutricional para minimizar crises.
Alimentos que podem piorar as crises
Entre os itens mais citados pela nutricionista estão a cafeína (presente no café, em refrigerantes à base de cola, no guaraná, em chás como o mate e no chocolate), o consumo excessivo de sal, bebidas alcoólicas e alimentos inflamatórios — sobretudo açúcares, farinhas brancas e carboidratos simples. Cristina chama atenção ainda para os produtos industrializados, que costumam ter alto teor de sódio e podem intensificar o quadro.
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Estratégias práticas: glicemia, hidratação e rotina alimentar
Para prevenir episódios, a profissional recomenda foco na hidratação e, sobretudo, no controle da glicemia. Segundo ela, médicos solicitam exames como glicemia de jejum e hemoglobina glicada porque oscilações — picos de hiperglicemia seguidos de hipoglicemia — favorecem a labirintite. A orientação nutricional inclui comer a cada três horas, reduzir açúcares e álcool — responsáveis por grandes variações de glicose — e adotar alimentos que promovam estabilidade glicêmica.
Cristina também relaciona o aspecto emocional: ansiedade pode tanto desencadear labirintite quanto aumentar o consumo de alimentos excitantes (cafeína e doces), agravando as tonturas. Ajustes na alimentação e no comportamento, portanto, fazem parte do tratamento integrado e costumam reduzir a frequência e a intensidade das crises.