‘Correria’ do dia a dia acaba incentivando as pessoas a escolherem produtos de preparo rápido; nutricionista fala dos riscos!
Os alimentos ultraprocessados, práticos e muitas vezes saborosos, são um item comum na rotina de muitas pessoas. Mas será que essa praticidade compensa os impactos negativos à saúde? Conversamos com a nutricionista Cristina Trovó para entender melhor o assunto.
O que são alimentos ultraprocessados?
Segundo Cristina, alimentos ultraprocessados, ou melhor, produtos alimentícios, são aqueles que geralmente contêm mais de cinco ingredientes em sua composição. Muitos deles apresentam diversos aditivos químicos para aumentar a durabilidade nas prateleiras. Ela destaca que alguns produtos enganam, como batatas fritas congeladas que, apesar de parecerem simples, possuem diversos ingredientes além da própria batata, incluindo açúcar, mesmo em versões salgadas. Até mesmo produtos que parecem saudáveis, como água de coco em caixinha, podem conter diversos aditivos.
Impactos à saúde do consumo frequente
O consumo frequente de ultraprocessados está fortemente ligado à obesidade e à síndrome metabólica, que engloba doenças crônicas como diabetes e problemas cardiovasculares. O excesso de sódio e gorduras presentes nesses alimentos contribui para o desenvolvimento dessas condições. Cristina ressalta a importância de ler os rótulos para identificar a quantidade de aditivos e ingredientes presentes nos produtos. A nutricionista também comenta sobre a gordura animal, afirmando que, em pequenas quantidades e para indivíduos saudáveis, pode ser consumida, porém deve ser evitada por pessoas com predisposição ou histórico de doenças cardiovasculares.
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Em resumo, a escolha por alimentos naturais ou minimamente processados é sempre a melhor opção para a saúde. A praticidade dos ultraprocessados pode ser vantajosa em alguns momentos, mas o consumo excessivo compromete a saúde a longo prazo, sendo crucial o equilíbrio e a conscientização na hora de escolher o que consumir.