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Você sabe qual a relação da freirinha-de-cabeça-castanha com o tangará do oeste?

Saiba mais sobre estas espécies de aves amazônicas com a equipe do Terra da Gente na coluna 'CBN Sons da Terra'
freirinha-de-cabeça-castanha
Saiba mais sobre estas espécies de aves amazônicas com a equipe do Terra da Gente na coluna 'CBN Sons da Terra'

Saiba mais sobre estas espécies de aves amazônicas com a equipe do Terra da Gente na coluna ‘CBN Sons da Terra’

O programa Sons da Terra desta edição traz importantes descobertas da avifauna brasileira, em entrevista com o biólogo Arthur Gomes. A conversa começa com a pergunta sobre a conexão entre a Freirinha-de-cabeça-castanha e o Tangará-do-oeste, duas espécies amazônicas.

A Freirinha-de-cabeça-castanha: Uma Espécie Rara

Arthur Gomes, mestre em ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), explica que durante seu mestrado estudou aves do Amazonas, identificando apenas quatro espécies endêmicas do estado, entre mais de 1200. Uma delas era a Freirinha-de-cabeça-castanha, sobre a qual havia pouquíssima informação na literatura. Sua descoberta inicial em 1916 carecia de detalhes sobre seu habitat e hábitos. A partir de um exemplar encontrado em Manacapuru e arquivado no Museu Paraense Emílio Goeldi, e com a ajuda de seu orientador, Mário Cohnhafft, Gomes descobriu que a ave habita lagoas de água preta em florestas dominadas pela planta aquática carvalho-aço. Após uma expedição guiada por um barqueiro local, Gomes e sua equipe conseguiram localizar e gravar os cantos da ave, confirmando sua presença na região.

O Tangará-do-oeste: Uma Nova Espécie para o Brasil

A descoberta do Tangará-do-oeste surgiu após o término do mestrado de Arthur. Ao analisar exemplares em coleções, ele percebeu que uma ave previamente catalogada como pertencente a outras espécies, na verdade representava o Tangará-do-oeste, até então conhecido apenas na Colômbia, Equador e Peru. Essa descoberta, confirmada pelo orientador de Arthur, adicionou uma nova espécie à avifauna brasileira.

Importância da Pesquisa em Coleções e o Futuro da Ornitologia Amazônica

A entrevista finaliza com uma discussão sobre a importância da pesquisa em coleções de museus. Muitas espécies podem estar mal identificadas ou ainda não catalogadas, demonstrando a necessidade de um olhar atento e a utilização de novas tecnologias, como a genética, para esclarecer a taxonomia das aves amazônicas. A descoberta das duas espécies destaca a riqueza da biodiversidade amazônica e a importância da pesquisa contínua para sua compreensão.

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