Quem fala dos reflexos das ‘doenças da mente’ no comportamento do coração é o cardiologista Fernando Nobre
A saúde cardiovascular está intimamente ligada à saúde mental. Estados emocionais como depressão, ansiedade e solidão impactam diretamente no aparecimento e agravamento de doenças cardiovasculares, conforme aponta o Dr. Fernando Nobre em sua coluna na CBN.
Solidão: Uma Epidemia Global
A solidão, um problema crescente no mundo, afeta a qualidade de vida e a saúde. É importante diferenciar isolamento social (ausência de contato) de solidão (sentimento subjetivo de estar só, mesmo com interações). Relatórios da Meta e Gallup, em sete países (incluindo o Brasil) e dados de 142 países (77% da população adulta mundial, excluindo a China), mostram a prevalência desse sentimento.
Impacto da Solidão no Brasil
No Brasil, embora 78% relatem interações sociais frequentes (acima da média global), há um contraste preocupante: apenas 66% dos jovens se sentem apoiados socialmente, abaixo da média dos outros sete países analisados. Mulheres brasileiras demonstram maior propensão à solidão e maior necessidade de apoio presencial ou virtual. Os dados indicam que 15% dos brasileiros se sentem muito solitários, 38% solitários e 47% não sentem solidão. A solidão apresenta maior variabilidade em jovens (19 a 29 anos) do que em idosos (acima de 65 anos).
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Ações Necessárias
Os dados revelam a urgência de ações para combater a epidemia de solidão, principalmente entre jovens, idosos e mulheres. A necessidade de apoio social e emocional se mostra crucial, uma vez que a espécie humana é, por natureza, social. A observação do comportamento dos jovens, tanto por pais quanto pelo convívio social, é fundamental para a prevenção e o tratamento desse problema que afeta todas as faixas etárias.