Torcicolo, bico de papagaio e até fatores emocionais podem provocar esse tipo de incômodo; ouça o fisioterapeuta Daniel Maso
A dor cervical, popularmente conhecida como torcicolo, bico de papagaio ou hérnia de disco, é uma queixa frequente e multifatorial. Segundo o fisioterapeuta Daniel Mazo, especialista em dor, a busca por um médico não deve ser o único recurso inicial. Educadores físicos e fisioterapeutas também podem auxiliar no diagnóstico e tratamento, oferecendo diversas possibilidades de abordagem.
Dor Cervical: Um Problema Multifatorial
A dor, de acordo com Mazo, é compreendida pelo modelo biopsicosocial, considerando fatores biológicos, psicológicos e sociais. A dor raramente possui uma única causa, sendo influenciada por uma complexa interação desses fatores. É importante ressaltar que a localização da dor pode ser enganosa, muitas vezes sendo um sintoma de um problema em outra região do corpo, devido à capacidade adaptativa e compensatória do organismo. A idade não é um fator determinante, sendo o sedentarismo um dos principais vilões.
Tratamento e Prevenção da Dor Cervical
O movimento é o melhor remédio para a dor, afirma o especialista. A prática regular de exercícios físicos ajuda na prevenção e no tratamento da dor crônica. Ao sentir dor, é fundamental buscar entender sua origem, analisando hábitos e comportamentos que podem estar contribuindo para o problema. Mazo enfatiza que medicamentos apenas mascaram a dor, sem resolver a causa raiz. A dor deve ser vista como um sinal de alerta do corpo, indicando a necessidade de mudanças de hábitos.
Leia também
Abordagens Paliativas e Mitos
Aparelhos que prometem aliviar a dor através de pequenos choques, sprays e pomadas analgésicas, são considerados paliativos e de eficácia momentânea. Estralhar o pescoço, apesar de proporcionar alívio imediato, pode causar danos a longo prazo. O tratamento eficaz envolve a identificação e o tratamento da causa subjacente, com acompanhamento profissional. Para a fibromialgia, o sono de qualidade é fundamental, complementando o tratamento com exercícios físicos. A classificação atualizada da dor considera a experiência sensitiva e emocional desagradável, associada ou não a uma lesão tecidual, reforçando a importância da avaliação multifatorial.
Em suma, a dor cervical requer uma abordagem holística, considerando os aspectos biológicos, psicológicos e sociais. A prevenção por meio da atividade física regular e a busca por ajuda profissional são cruciais para o manejo eficaz da dor e a melhoria da qualidade de vida.