Médico pediatra, Ivan Savioli Ferraz, fala mais sobre o assunto na coluna ‘Filhos e Cia’
Nesta entrevista à Rádio CBN, o Dr. Ivã Savioli Ferras, pediatra, esclarece dúvidas sobre febrefobia e cuidados com crianças que apresentam febre.
Febrefobia: O Medo da Febre
O termo febrefobia descreve a ansiedade e insegurança dos pais diante de uma criança com febre. A temperatura considerada febre varia de acordo com o local de medição: axilar (acima de 37,2°C), bucal (meio grau acima da axilar), retal, ou na artéria temporal (lateral da cabeça). A medição na testa, método comum, costuma ser imprecisa.
Causas e Tratamento da Febre
A febre pode ser causada por infecções (principalmente virais), neoplasias (tumores) e doenças inflamatórias. Em geral, febres até 37,8°C em crianças não exigem medicação, a menos que a criança tenha problemas cardíacos ou pulmonares. Pais devem procurar um pediatra se a criança tiver febre acima de 37,8°C (axilar) com menos de 3 meses, se a febre persistir após medicação, ou se for acompanhada de outros sintomas como dor de cabeça intensa, manchas na pele, dificuldade respiratória, sonolência excessiva ou vômitos frequentes. Banhos mornos podem ajudar a aliviar o desconforto, mas banhos gelados são desaconselhados.
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Convulsões Febris
Convulsões febril geralmente ocorrem entre 6 meses e 5/6 anos de idade e raramente causam sequelas. A predisposição genética é um fator importante. Crianças com histórico familiar de convulsões podem precisar de medicação preventiva ao primeiro sinal de febre. Apesar do susto, a intensidade da febre não está diretamente relacionada à ocorrência de convulsões.
Em resumo, a entrevista destaca a importância da observação atenta dos pais e a busca por orientação médica em casos de febre, especialmente em bebês e crianças com sintomas adicionais. A compreensão das diferentes causas e a abordagem calma e informada são cruciais para lidar com a febre infantil.