Se engana quem ache que é apenas uma questão estética; quem traz os detalhes é Cristina Trovó na coluna ‘CBN Nutrição’
A gordura abdominal, além do impacto estético, apresenta sérias consequências para a saúde. Segundo a nutricionista Cristina Trovó, ela contribui para a resistência à insulina, aumentando o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até mesmo câncer.
Gordura Abdominal e Deficiência de Vitamina D
Estudos recentes, incluindo uma pesquisa com 2.459 britânicos realizada pela Universidade de São Carlos em colaboração com a Universidade de Londres, demonstram uma forte ligação entre gordura abdominal excessiva e deficiência de vitamina D. A gordura visceral dificulta a conversão da vitamina D inativa em sua forma ativa, levando a níveis insuficientes ou deficientes. O estudo mostrou um aumento de 36% no risco de insuficiência e 64% no risco de deficiência de vitamina D em indivíduos com obesidade visceral, comparados a um grupo controle.
Fatores que Favorecem o Acúmulo de Gordura Abdominal
O acúmulo de gordura abdominal não se restringe apenas a pessoas com sobrepeso. Cristina Trovó destaca que uma dieta rica em alimentos com alto índice glicêmico, que levam a picos de insulina, favorece a deposição de gordura nessa região. Mesmo indivíduos magros podem apresentar acúmulo de gordura abdominal devido a escolhas alimentares inadequadas.
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Alimentos e Hábitos Saudáveis
Para reduzir a gordura abdominal, a nutricionista recomenda uma dieta equilibrada, com maior consumo de fibras (presentes em saladas e frutas com casca), menor volume de carboidratos e calorias, e um índice glicêmico mais baixo. A atividade física regular e um estilo de vida saudável são fundamentais para complementar essas mudanças alimentares. O equilíbrio entre dieta e exercícios é crucial para a saúde e bem-estar.