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Você sabia que a manutenção da saúde mental interfere no bom funcionamento cardíaco?

Quem fala desta relação é o médico cardiologista Fernando Nobre na coluna 'CBN Saúde'
Você sabia que a manutenção
Quem fala desta relação é o médico cardiologista Fernando Nobre na coluna 'CBN Saúde'

Quem fala desta relação é o médico cardiologista Fernando Nobre na coluna ‘CBN Saúde’

Na coluna CBN Saúde, dedicada à orientação cardiovascular e apresentada pelo Dr. Fernando Nobre, o tema desta edição foi a relação entre doenças mentais e doença cardíaca. O convidado foi o professor Maurício Vangarten, livre-docente em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, que detalhou como depressão e doenças do coração se influenciam mutuamente.

O ciclo entre depressão e doença cardíaca

Vangarten explicou que a depressão não é apenas um problema emocional: existem fatores biológicos que favorecem o desenvolvimento de doenças cardíacas. Na prática clínica, porém, o impacto mais visível vem do comportamento — pacientes deprimidos tendem a seguir menos as recomendações médicas, não tomam os remédios corretamente, alimentam-se mal e fazem menos atividade física. Esse conjunto de fatores aumenta o risco cardiovascular e piora a qualidade de vida.

Maior vulnerabilidade feminina

Segundo o especialista, dados recentes de um grande estudo na Ásia indicam que mulheres são mais afetadas pela associação entre depressão e doença cardíaca do que homens. Isso exige atenção adicional nas consultas: é fundamental que profissionais de saúde investiguem sintomas depressivos e que as mulheres se sintam encorajadas a relatar como estão se sentindo. Entre os sinais citados estão perda de interesse, alterações no sono e no apetite, cansaço extremo, baixa autoestima e dificuldades de concentração — sintomas que podem ser confundidos com problemas de memória.

Tratamento integrado: remédio, psicoterapia e exercício

Vangarten ressaltou que a depressão pode e deve ser tratada. Além dos medicamentos, a psicoterapia é uma ferramenta importante e muitas vezes subestimada. O exercício físico também tem mostrado efeito positivo no combate à depressão e, consequentemente, na redução do risco cardiovascular. A combinação dessas abordagens pode melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

O recado dos especialistas foi claro: não há saúde plena sem atenção à saúde mental. Integrar a avaliação e o tratamento da depressão ao cuidado cardiovascular é essencial para reduzir riscos e oferecer um atendimento mais efetivo aos pacientes.

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