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Você sabia que a nossa região, mesmo sem praias, tem uma relação íntima com o mar?

Adriana Silva fala do 'Dia Mundial dos Oceanos', comemorado em 8 de junho e sobre fósseis marinhos encontrados por aqui!
Você sabia que a nossa região
Adriana Silva fala do 'Dia Mundial dos Oceanos', comemorado em 8 de junho e sobre fósseis marinhos encontrados por aqui!

Adriana Silva fala do ‘Dia Mundial dos Oceanos’, comemorado em 8 de junho e sobre fósseis marinhos encontrados por aqui!

A região de Ribeirão Preto, Você sabia que a nossa região, mesmo sem praias, tem uma relação íntima, no interior de São Paulo, guarda vestígios históricos que comprovam a presença dos oceanos em tempos remotos, apesar de atualmente estar distante do mar. A jornalista Adriana Silva, em participação na CBN, destacou a importância do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho, para refletir sobre essa conexão antiga e a relevância dos sítios arqueológicos locais.

Embora a região seja conhecida por seu clima quente e pela ausência de praias, há registros fósseis que indicam que o mar já alcançou áreas atualmente continentais. Um exemplo é a cidade de São Simão, onde o arqueólogo francês Jacques Tichet avaliou o acervo arqueológico local como um dos mais representativos da América Latina, especialmente pelos fósseis de peixes encontrados. Esses fósseis datam de um período em que o mar cobria essa região antes da separação dos continentes, quando a África ainda estava próxima do território brasileiro.

Estromatólitos em Santa Rosa de Viterbo

Outro destaque é o sítio arqueológico em Santa Rosa de Viterbo, que abriga um campo de estromatólitos gigantes. Estromatólitos são estruturas biocedimentares formadas pela atividade fisiológica de micro-organismos, consideradas fósseis importantes para estudos paleoambientais, especialmente em ambientes litorâneos. O campo localizado no município tem cerca de cinco quilômetros de extensão e está inserido em terrenos paleozoicos da bacia do Paraná.

Pesquisadores como Fresia, Edgar e Adelane publicaram artigos científicos que descrevem esse sítio como um excelente registro do litoral do mar Permiano Irati, na bacia do Paraná. A cidade de Santa Rosa de Viterbo reconhece a importância desse patrimônio e tem desenvolvido parcerias com universidades para promover pesquisas e a preservação do local.

Preservação e pesquisa: O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) já reconheceu o valor arqueológico do sítio em Santa Rosa de Viterbo, e há esforços para proteger parte da área, que é extensa e atualmente privada. O objetivo é preservar uma fração do campo de estromatólitos para permitir visitas e estudos, criando um espaço que conte a história geológica e ambiental da região.

Adriana Silva relata ter visitado o local, onde é possível observar os fósseis de peixes preservados nas rochas, o que reforça a importância do sítio para o conhecimento científico e para a valorização do patrimônio natural e histórico da região.

Contexto geológico e ambiental: A presença dos oceanos na região está relacionada ao período em que os continentes ainda não estavam separados, o que explica como o mar chegou até áreas como Santa Rosa de Viterbo e São Simão. Mapas geológicos mostram a proximidade entre o território brasileiro e o continente africano naquela época.

Além do aspecto histórico e científico, a discussão sobre os oceanos e os fósseis locais também remete à importância da preservação ambiental. A jornalista destaca que o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, é uma oportunidade para reforçar a necessidade de cuidados com o meio ambiente, especialmente diante dos impactos negativos já observados, como os recentes desastres naturais no Rio Grande do Sul.

Informações adicionais

O sítio arqueológico de Santa Rosa de Viterbo é protegido pelo IPHAN e tem sido objeto de estudos acadêmicos que buscam ampliar o conhecimento sobre a história geológica da região. A preservação do campo de estromatólitos é fundamental para garantir que futuras gerações possam conhecer essa importante parte do passado do território paulista.

O reconhecimento desses vestígios fósseis reforça a conexão entre a história natural e a cultura local, mostrando que mesmo regiões distantes do mar atualmente já foram influenciadas por ambientes marinhos.

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