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Você sabia que a vacina contra o HPV previne contra alguns tipos de câncer?

Sobre a importância da imunização, que atrásra é em dose única, ouça a infectologista Silvia Fonseca
Você sabia que a vacina contra
Sobre a importância da imunização, que atrásra é em dose única, ouça a infectologista Silvia Fonseca

Sobre a importância da imunização, que atrásra é em dose única, ouça a infectologista Silvia Fonseca

O Ministério da Saúde anunciou que a aplicação da vacina contra o HPV no Brasil passará a ser feita em dose única. Até então, o esquema previsto pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) era de duas doses para crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos, faixa que historicamente apresenta baixa adesão. Em São Paulo, por exemplo, a cobertura vacinal é de 79,1% na primeira dose e 60,3% na segunda, entre meninas de 9 a 14 anos.

O que é o HPV e por que a vacinação é importante

O HPV é um vírus presente em grande parte da população — estima‑se que mais de 80% das pessoas venham a ter contato com ele ao longo da vida, sobretudo por transmissão sexual. Existem variantes que causam verrugas genitais e outras associadas a diversos tipos de câncer, sendo o câncer de colo do útero um dos mais graves e responsáveis por milhares de mortes anualmente. Desde 2014, vacinas altamente eficazes fazem parte do calendário nacional e têm potencial para transformar esse tipo de câncer em uma doença evitável.

Vacinar meninas e meninos antes do início da vida sexual protege contra a infecção futura e reduz a circulação do vírus na população. Além do câncer de colo do útero, o HPV está associado a tumores anais, de orofaringe e de outros órgãos genitais, além de causar lesões benignas, como o condiloma, cujo tratamento é desconfortável.

Mudança no esquema e alcance da campanha

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que a redução para dose única não compromete a proteção e pode facilitar a ampliação da cobertura vacinal. O PNI mantém como público‑alvo primário os jovens de 9 a 14 anos, e a nova recomendação prevê busca ativa de crianças e adolescentes até 19 anos que não tenham recebido nenhuma dose, como estratégia para atingir a meta de eliminação do câncer de colo do útero até 2030.

Fora do calendário público, a vacina pode ser aplicada em pessoas até 45 anos, em clínicas particulares. Grupos específicos, como vítimas de violência sexual e pessoas que vivem com HIV, também têm orientação para receber a vacina pelo PNI, independentemente da idade.

Dúvidas frequentes e mitos

Especialistas ressaltam que a vacinação não incentiva o início da atividade sexual: trata‑se de uma medida de saúde pública projetada para prevenir doenças graves no futuro. A comparação com a vacina contra hepatite B é utilizada para lembrar que outras vacinas também protegem contra doenças de transmissão sexual e seus desdobramentos, como o câncer de fígado.

Para famílias que têm adolescentes ou jovens adultos que não foram vacinados, a orientação é procurar os postos de saúde ou a rede privada — a proteção é benéfica mesmo para quem já começou a vida sexual, embora o ideal seja imunizar antes da exposição ao vírus.

Profissionais de saúde destacam que a mudança para uma dose única representa uma oportunidade para aumentar a adesão e reduzir casos futuros de cânceres relacionados ao HPV, desde que acompanhada de campanhas de informação e busca ativa dos públicos ainda não vacinados.

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