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Você sabia que além de esportes, as Olimpíadas também trazem inovações tecnológicas?

Dalton Marques comenta sobre as novidades que podem aparecer durante os Jogos Olímpicos; ouça a coluna 'CBN Tecnovação'!
Você sabia que além de esportes
Dalton Marques comenta sobre as novidades que podem aparecer durante os Jogos Olímpicos; ouça a coluna 'CBN Tecnovação'!

Dalton Marques comenta sobre as novidades que podem aparecer durante os Jogos Olímpicos; ouça a coluna ‘CBN Tecnovação’!

Os Jogos Olímpicos de Paris 2024 prometem não apenas emoções nas disputas esportivas, Você sabia que além de esportes, as Olimpíadas também trazem inovações tecnológicas?, mas também inovações tecnológicas que impactam o desempenho dos atletas e a experiência dos espectadores. Dalton Marks, gerente de desenvolvimento do Superapark, detalhou algumas dessas novidades e contextualizou a evolução tecnológica nas Olimpíadas ao longo da história.

Histórico e evolução tecnológica nas Olimpíadas

As competições esportivas têm origem na Grécia Antiga, onde as Olimpíadas surgiram como parte dos festejos da colheita na cidade de Olímpia. Naquela época, os atletas competiam praticamente nus, o que facilitava os movimentos, já que as roupas da época eram pouco adequadas para o esporte. Com a retomada das Olimpíadas modernas, idealizadas pelo francês Pierre de Coubertin em 1896, os atletas passaram a usar roupas, mas estas ainda não influenciavam diretamente no desempenho.

Um exemplo marcante da ausência de tecnologia esportiva é o maratonista Abebe Bikila, que conquistou a medalha de ouro em Roma 1960 correndo descalço. Atualmente, porém, o desenvolvimento tecnológico é inseparável do esporte de alto rendimento, com investimentos significativos em materiais e design, especialmente em calçados adaptados para diferentes modalidades, como corridas de resistência e velocidade.

Inovações tecnológicas específicas para Paris 2024: Nas piscinas de Paris 2024, a tecnologia promete revolucionar os trajes de natação. Uma fabricante lançou um novo traje com revestimento repelente à água, desenvolvido originalmente para proteger satélites, que proporciona uma sensação de deslizamento e leveza na água, comparável à ausência de gravidade. As regras atuais permitem que os trajes cubram do joelho ao umbigo nos homens e do joelho aos ombros nas mulheres, após a proibição dos trajes de corpo inteiro feitos com polímeros em 2010.

Além disso, existem os smart glasses, óculos de natação inteligentes que fornecem feedback em tempo real e rastreiam métricas de desempenho durante os treinos. Contudo, esses dispositivos não são permitidos em competições oficiais, incluindo as Olimpíadas, para garantir a igualdade entre os atletas.

Aplicações da inteligência artificial nos Jogos Olímpicos

A inteligência artificial (IA) tem papel destacado em Paris 2024, com o Comitê Olímpico Internacional promovendo em abril de 2024 a “Agenda Olímpica para Inteligência Artificial”. Entre as iniciativas estão a restauração de filmes antigos dos Jogos Olímpicos e a criação automática de clipes dos melhores momentos das competições, baseando-se em fatores como o barulho da torcida e o placar.

Na área de segurança, algoritmos de IA analisarão imagens captadas por câmeras para identificar situações de risco, como aglomerações que possam indicar conflitos ou objetos suspeitos, sem o uso de reconhecimento facial ou armazenamento de dados pessoais, conforme garantido pelo governo francês.

Outra aplicação inovadora da IA é a identificação de potenciais atletas. Um programa piloto desenvolvido pela Intel em Senegal avaliou mil adolescentes por meio de testes físicos e selecionou 40 para esportes específicos, com o objetivo de que algum deles conquiste medalhas nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2026. Em Paris, o público poderá experimentar testes simples de velocidade, reflexo e resistência em Téquioz, no estado de France, para que a IA indique o esporte olímpico mais adequado para cada pessoa.

Apesar do avanço, ferramentas de IA para avaliação de acrobacias na ginástica artística, que poderiam reduzir o viés humano nas notas, ainda não serão utilizadas em Paris 2024, permanecendo um projeto para o futuro.

Desenvolvimento tecnológico esportivo no Brasil: O Brasil também tem investido em tecnologia para o esporte. Em 2022, o Superapark, em parceria com a Liga Ventures, realizou um mapeamento de 135 startups brasileiras de sports tech, distribuídas em 12 categorias, que abrangem desde performance esportiva até gestão de clubes e streaming esportivo.

Em Ribeirão Preto, por exemplo, destacam-se startups como a Tumor Sports, que desenvolve tecnologias para relacionamento entre clubes e torcedores; a DG Lab, que oferece testes genéticos para melhorar nutrição e desempenho esportivo; e a Sensorial, que trabalha o desenvolvimento cognitivo dos atletas, focando também em reflexos e preparação mental.

Essas iniciativas mostram que a inovação tecnológica no esporte não está restrita aos grandes centros internacionais, mas também tem forte presença no Brasil, contribuindo para a evolução do desempenho e da gestão esportiva.

Entenda melhor

As Olimpíadas têm uma longa história de integração entre esporte e tecnologia, desde a evolução dos equipamentos até o uso de inteligência artificial para melhorar a performance e a segurança. Paris 2024 será um marco importante nesse processo, com inovações que prometem transformar a forma como atletas competem e o público acompanha as competições.

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