Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
Em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é fundamental analisar a posição da mulher na sociedade brasileira e reconhecer os avanços e desafios que ainda persistem.
Avanços na Saúde e Bem-Estar
Dados do IBGE apontam que as mulheres brasileiras, representando 52% da população (aproximadamente 104 milhões), demonstram hábitos de vida mais saudáveis em alguns aspectos. Elas apresentam menor índice de obesidade, são mais ativas fisicamente, consomem mais frutas e verduras e assistem menos televisão que os homens. Além disso, até a menopausa (em média aos 53 anos), elas têm maior proteção contra doenças cardíacas, incluindo hipertensão.
Desigualdades Socioeconômicas e de Saúde
Apesar dos avanços, ainda existem desigualdades significativas. Embora as mulheres trabalhem mais, considerando a dupla jornada (trabalho remunerado e doméstico), elas recebem, em média, 25% a menos que os homens para funções equivalentes. Dados do Ministério da Saúde revelam que elas têm taxas de colesterol maiores e consomem mais sal diariamente. Há também o aumento do consumo de cigarros entre as mulheres, embora ainda seja menor que o dos homens.
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Um Futuro Mais Equitativo
As mulheres brasileiras conquistaram espaço em diversos setores da sociedade, ocupando cargos de liderança em áreas públicas e privadas. No entanto, a igualdade de gênero ainda é um objetivo a ser alcançado. É preciso reconhecer a contribuição inestimável das mulheres e trabalhar para garantir a equidade em todos os aspectos da vida, desde a saúde até as oportunidades econômicas e sociais, assegurando que elas ocupem o lugar de destaque que merecem.