Conheça alguns exemplos que deveriam seguir a regra gramatical: Luís e Luísa, com ‘S’ levam o acento, com ‘Z’, sem o sinal
Neste artigo, vamos esclarecer as dúvidas sobre a acentuação e a grafia correta de nomes próprios, tema recorrente e muitas vezes confuso. A especialista em Linguística e Língua Portuguesa, Lígia Boareto, nos ajudará a desvendar esse mistério.
Acentuação em nomes próprios: regras e exceções
De acordo com Lígia, idealmente, todos os nomes próprios deveriam seguir as regras gramaticais. No entanto, o Novo Acordo Ortográfico concede certa flexibilidade, principalmente no Brasil. Se um nome foi registrado de forma diferente da regra, ele permanece válido. A mudança só é permitida se a pessoa assim o desejar. Um exemplo prático é o nome Andréia, que antes era acentuado, mas com o novo acordo, teoricamente, deixou de ser.
A influência da origem e a questão da pronúncia
A origem do nome pode influenciar sua grafia. Por exemplo, nomes de origem espanhola ou italiana podem apresentar variações na escrita. Apesar disso, a regra gramatical deve ser considerada. No caso de Luiz com ‘s’, a acentuação é necessária, enquanto Luiz com ‘z’ não a requer. O mesmo raciocínio se aplica a Luisa. A especialista destaca a importância da pronúncia correta. A ausência de acentos pode gerar ambiguidade, como no caso do nome Maíra, que pode ser pronunciado de duas maneiras diferentes dependendo da acentuação.
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Casos específicos e considerações finais
A regra de acentuação também se aplica a nomes como Márcia, Patrícia e Lígia, que são paroxítonas terminadas em ditongo. Nomes como Antônio apresentam variações de acentuação dependendo da região (agudo em Portugal, circunflexo no Brasil). Em resumo, embora a regra gramatical seja importante, o nome registrado oficialmente prevalece. Dúvidas sobre acentuação podem ser enviadas para a CBN, para esclarecimentos futuros.