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Você sabia que existiu mão de obra escrava em Ribeirão Preto?

Censo de 1872, quando a cidade tinha 5,5 mil habitantes, aponta que de 13,2 a 15% da população foi escravizada; ouça mais!
mão de obra escrava Ribeirão Preto
Censo de 1872, quando a cidade tinha 5,5 mil habitantes, aponta que de 13,2 a 15% da população foi escravizada; ouça mais!

Censo de 1872, quando a cidade tinha 5,5 mil habitantes, aponta que de 13,2 a 15% da população foi escravizada; ouça mais!

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a jornalista e educadora Adriana Silva discorre sobre a presença da mão de obra escravizada na região de Ribeirão Preto.

A Escravidão em Ribeirão Preto: Números e Contexto

A região de Ribeirão Preto teve uma significativa população escravizada, representando entre 13,2% e 15% da população total em 1872, segundo o censo da época. Adriana ressalta a importância semântica de usar o termo “escravizados” em vez de “escravos”, enfatizando a natureza política e não natural do processo de escravização.

Vestígios da Escravidão: Colônia Preta e Outros Locais

A jornalista destaca a Colônia Preta, localizada no distrito de Cruz das Posses (Certãozinho), como um local onde a história da escravidão é visível. Ali, Adriana entrevistou Dona Maria Conceição Roberto (já falecida), neta de escravizados, que relatou como o coronel Francisco Schmitt cedeu terras para os libertos se estabelecerem após a alforria. A história da planta Ora-pro-nóbis, consumida pelos escravizados em segredo enquanto os senhores iam à missa, também é mencionada como exemplo da resistência e da luta pela sobrevivência.

Outras Evidências e Reflexões

Além da Colônia Preta, outros locais como São Simão também apresentam registros da presença de escravizados. Em Ribeirão Preto, embora o Museu do Café tenha exposto alguns instrumentos de tortura, falta uma narrativa mais abrangente sobre o trabalho escravo. Adriana refuta a ideia de que a libertação dos escravizados na região tenha ocorrido antes da abolição oficial, explicando que o fim da escravidão foi um processo político-econômico motivado pela necessidade de mão de obra imigrante para a expansão da agricultura, e não por uma mudança de consciência.

Adriana finaliza a entrevista enfatizando a necessidade de continuarmos a reconhecer e a reparar o legado negativo da escravidão no Brasil.

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