Até o risco de Alzheimer aumenta com quem convive com tabagistas; pesquisador Vitor Engracia Valenti fala dos riscos
Em comemoração ao Dia Nacional de Luta contra o Tabagismo, discutimos os malefícios do tabagismo, focando não apenas nos fumantes ativos, mas também nos passivos.
Riscos do Fumo Passivo
A fumaça liberada pelos cigarros, antes de entrar em contato com a boca do fumante, é ainda mais tóxica, contendo mais de 4700 substâncias nocivas. Essa fumaça atinge diretamente os neurônios responsáveis pelo olfato, conectados ao hipocampo (região cerebral ligada à memória). Estudos indicam que a exposição constante ao fumo passivo pode ser um fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer.
Impactos na Saúde
Em menos de um minuto, a fumaça do cigarro chega à corrente sanguínea, tanto de fumantes ativos quanto passivos, causando lesões nos vasos sanguíneos e, consequentemente, afetando rins e fígado. A longo prazo, os danos acumulados podem ser graves. Dados preocupantes do Instituto Nacional do Câncer mostram um aumento significativo no percentual de grávidas fumantes no Brasil entre 2013 e 2019 (de 4,7% para 8,5%), colocando em risco a saúde do bebê. A exposição fetal à fumaça do cigarro é um agente cancerígeno, podendo causar malformações e problemas genéticos irreversíveis.
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Queimadas e Seus Efeitos
As queimadas, embora com um número possivelmente menor de substâncias tóxicas em comparação ao cigarro, apresentam um grande potencial de propagação. A fumaça pode atingir regiões a até 200 km de distância, causando problemas respiratórios, cardiovasculares e endócrinos. Os efeitos são similares aos do cigarro, comprometendo a saúde da população.
É crucial conscientizar a população sobre os perigos do tabagismo ativo e passivo, bem como os riscos associados à inalação da fumaça de queimadas. A prevenção e o combate a esses hábitos são fundamentais para a saúde individual e coletiva.



