Lígia Boareto explica o que é esta figura de linguagem usada, principalmente, em falas do dia a dia, na coluna ‘CBN Papo Certo’
O programa CBN Papo Certo discutiu o uso da metonímia na linguagem cotidiana, utilizando como exemplo a música “Folhetim”, de Chico Buarque. A linguista Lígia Boareto explicou o conceito de metonímia e sua frequência na comunicação diária.
Metonímia: Conceito e Exemplos
A metonímia consiste na substituição de um termo por outro com o qual possui alguma relação de sentido ou interdependência. A música “Folhetim” exemplifica esse conceito com a frase “se tiveres renda, aceita uma prenda”. Outros exemplos citados incluem o uso de “Gillette” para lâmina de barbear, “Nony” para iogurte, e “Band-Aid” para curativo. A escolha do termo varia conforme a região e o conhecimento do interlocutor.
Metonímia de Marca pelo Produto
O programa focou na metonímia de marca pelo produto, onde o nome de uma marca substitui o nome do produto em si. Lígia e Patrícia discutiram exemplos como “Leite Ninho” (leite em pó), “Leite Moça” (leite condensado), e “água sanitária” (Cândida ou Queboa). A discussão incluiu a ambiguidade que pode surgir desse uso, como ilustrado pela anedota da compra de “Catupiry”, onde o marido trouxe requeijão da marca Catupiry ao invés do creme de queijo tradicionalmente associado ao nome.
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Aplicações e Conclusões
A metonímia é uma figura de linguagem presente em diversas situações do dia a dia, muitas vezes sem que percebamos. A conversa sobre a compra de “Catupiry” destaca como a força da metonímia pode até obscurecer a distinção entre marca e produto. O uso de marcas como “Havaianas” para chinelos de dedo reforça a ubiquidade desse fenômeno linguístico na comunicação informal.