Confira como funciona cada um deles; quem explica é o médico oncologista Diocésio Andrade
O Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, destaca a importância da detecção precoce e dos tratamentos disponíveis. Conversamos com o Dr. Diocésio Andrade, oncologista e diretor clínico do Instituto Oncológico de Ribeirão Preto, para entender melhor as abordagens terapêuticas.
Tipos de Tratamento e Abordagens Personalizadas
O tratamento do câncer de mama envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo cirurgião oncológico ou mastologista, oncologista clínico e radioterapeuta. A abordagem varia de acordo com o tipo de tumor. Tumores triplo-negativos, os mais agressivos, geralmente iniciam com quimioterapia neoadjuvante, seguida de cirurgia e radioterapia. Já os tumores hormônio-positivos, especialmente os menores que 4 cm, costumam começar com a cirurgia, seguida de avaliação oncológica para definir o tratamento subsequente. É crucial lembrar que cada tratamento é personalizado, considerando as características individuais de cada paciente.
Lidando com os Efeitos Colaterais
A quimioterapia, embora essencial, pode causar efeitos colaterais como a queda de cabelo (alopecia). Para minimizar esse impacto emocional, existem alternativas como a crioterapia, que consiste em resfriar o couro cabeludo durante a quimioterapia, reduzindo a chance de queda de cabelo em cerca de 60% dos casos. Essa técnica pode ser realizada com máquinas aprovadas pela Anvisa ou com toucas térmicas congeladas. O procedimento requer preparação prévia e o paciente deve permanecer com a touca durante a aplicação da quimioterapia e por um período após.
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Fatores de Risco
O principal fator de risco para o câncer de mama é o sexo feminino, seguido pela idade (o risco aumenta com o envelhecimento). Fatores hormonais também desempenham um papel importante, como a menarca precoce, menopausa tardia, nuliparidade (nunca ter engravidado) e não amamentar. A reposição hormonal na menopausa também é um fator de risco, enquanto o uso de anticoncepcionais não está associado ao aumento do risco. Hábitos de vida, como obesidade, sedentarismo e consumo de álcool, também contribuem para o desenvolvimento da doença. Além disso, a predisposição genética familiar deve ser considerada.
A detecção precoce e o tratamento adequado são fundamentais para o sucesso no combate ao câncer de mama. A compreensão dos diferentes tipos de tratamento e a disponibilidade de recursos para minimizar os efeitos colaterais contribuem para um processo terapêutico mais humanizado e eficaz.



