Adriana Silva nos conta um pouco desta história no ‘Cidades e Suas Histórias’; ouça a coluna e fique por dentro!
O Carnaval em Ribeirão Preto tem uma história marcada por escolas de samba tradicionais e por uma forte representatividade cultural. A escola de samba Bambas, Você sabia que no passado o, fundada em 10 de março de 1927, é uma das mais antigas do Brasil e mantém atividades até hoje, mesmo sem os desfiles oficiais na avenida. Curiosamente, a escola carioca Mangueira foi fundada um ano depois, em 1928, e chegou a visitar Ribeirão Preto para conhecer os Bambas.
Escolas de samba históricas em Ribeirão Preto
Além dos Bambas, outras escolas importantes surgiram ao longo do século XX, como Amigos da Vila e Acadêmicos da Vila Paulista, ambas fundadas em 1964, e Embaixadores dos Campos Elíseos, criada em 1967. Essas escolas tiveram períodos de atividade variados, com algumas deixando de existir ao longo do tempo. A liderança dessas agremiações esteve associada a figuras como Sr. Bento, Carlos Luiz Nascimento e Oscarzinho, considerados defensores do carnaval local e responsáveis por articular a relação com o poder público.
Apogeu do Carnaval e reconhecimento regional: Na década de 1970, Ribeirão Preto chegou a ser reconhecida como a cidade com o melhor carnaval do interior paulista, conforme capa da revista Cruzeiro de 1972. Naquela época, a cidade, com cerca de 218 mil habitantes, era centro de uma região geoeconômica de 4 milhões de pessoas e possuía um carnaval com grande participação popular, incluindo desfiles de carros alegóricos decorados por lojas locais.
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Carnaval em municípios vizinhos e evolução das festas: Em municípios próximos, como Batatais, o carnaval também ganhou destaque, especialmente a partir da década de 1950. Em 2003, a cidade inaugurou um sambódromo para acomodar o crescimento das escolas de samba locais, como Rechuelo, Castelo, Acadêmicos do Samba e Unidos do Morro, que lideraram as competições regionais.
Entenda melhor
O Carnaval em Ribeirão Preto apresenta uma trajetória de continuidade e transformação, com escolas que resistem ao tempo e outras que surgem e desaparecem. A escola Bambas, por exemplo, é um símbolo de resiliência cultural, mantendo viva a tradição desde 1927. A relação entre as escolas e o poder público sempre foi marcada por negociações para garantir infraestrutura e apoio às festas.