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Você sabia que o Brasil é o único país da América Latina que ainda registra casos de hanseníase?

Doença altera a sensibilidade no toque e tem cura; saiba mais sobre o assunto com o hansenólogo Cláudio Salgado
hanseníase no Brasil
Divulgação

Doença altera a sensibilidade no toque e tem cura; saiba mais sobre o assunto com o hansenólogo Cláudio Salgado

A Sociedade Brasileira de Rancenologia alerta para uma endemia oculta e subnotificada de rancenias no Brasil.

Diagnóstico tardio e subnotificação

De acordo com Claudio Salgado, presidente da Sociedade Brasileira de Rancenologia, o número de casos de rancenias no Brasil pode ser três a cinco vezes maior do que o oficialmente registrado. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a doença eliminada como problema de saúde pública em 2012, o que levou ao desmonte de serviços de detecção e diagnóstico. Consequentemente, muitos pacientes são diagnosticados apenas em estágios avançados, quando a doença já apresenta sintomas visíveis como deformidades em mãos e pés.

Regiões afetadas e dificuldades de diagnóstico

Embora os dados oficiais indiquem maior incidência de rancenias no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, estudos mais aprofundados, com treinamento de profissionais de saúde em regiões consideradas “silenciosas”, revelam números muito superiores em diversas localidades, inclusive em áreas ricas como Ribeirão Preto. Médicos enfrentam dificuldades no diagnóstico devido à necessidade de exames clínicos detalhados (de 20 a 30 minutos), tempo muitas vezes indisponível no sistema de saúde atual, além da falta de ferramentas laboratoriais adequadas e da pouca experiência de muitos profissionais com a doença.

Sintomas e busca por ajuda

A rancenias muitas vezes se manifesta inicialmente com alterações de sensibilidade na pele, dores articulares crônicas e formigamentos. A mancha dormente, comumente associada à doença, é um sintoma tardio. Qualquer alteração de sensibilidade, dor, formigamento, diminuição de força ou sensação diferente ao toque deve ser investigada. A formação de novos especialistas em rancenias, após 40 anos sem formação específica no Brasil, é um passo importante para combater a endemia.

A conscientização da população sobre os sintomas e a importância da busca por diagnóstico precoce são cruciais para o enfrentamento da rancenias no Brasil. A doença continua forte entre a população e precisa ser alertada.

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