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Você sabia que o câncer de ovário é o terceiro tumor ginecológico mais comum do Brasil?

Nesta quarta-feira (8) é celebrado o dia de conscientização sobre a doença; ouça o oncologista Diocésio Andrade
Você sabia que o câncer
Nesta quarta-feira (8) é celebrado o dia de conscientização sobre a doença; ouça o oncologista Diocésio Andrade

Nesta quarta-feira (8) é celebrado o dia de conscientização sobre a doença; ouça o oncologista Diocésio Andrade

Prevalência e importância da conscientização

O dia 8 de maio marca a mobilização para aumentar a conscientização sobre o câncer de ovário, doença que continua silenciosa e de difícil detecção precoce. É o terceiro tumor ginecológico mais comum no Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), estima-se mais de 7 mil casos por ano no triênio 2023–2025, o que reforça a necessidade de informação para a população.

Diagnóstico: limitações e sinais de alerta

Ao contrário do câncer de mama, monitorado por mamografias, ou do câncer de colo do útero, onde o Papanicolau identifica lesões precursoras, não existe atualmente um exame de rastreamento populacional efetivo para o câncer de ovário. Por isso, o diálogo com o ginecologista e as visitas anuais são fundamentais. Nessas consultas, além do Papanicolau, o médico avalia sintomas e decide a necessidade de exames complementares, como ultrassonografia transvaginal ou tomografia de abdome.

Os sintomas costumam ser inespecíficos e podem ser confundidos com outras condições: dor pélvica ou abdominal, sensação de peso na região baixa do abdome, aumento do volume abdominal (por vezes associado a ascite), alterações urinárias frequentes e dor durante ou após relações sexuais. Esses sinais não afirmam o diagnóstico, mas justificam investigação médica.

Tratamento e papel da genética

O tratamento padrão para a maioria dos casos envolve cirurgia extensa — frequentemente retirada do útero, ovários, trompas e, quando indicado, linfonodos — seguida de quimioterapia. A radioterapia não é usualmente empregada no câncer de ovário. Cerca de 20% dos tumores apresentam componente hereditário importante, ligado a mutações nos genes BRCA1 e BRCA2. Essa informação altera decisões terapêuticas e possibilita o uso de medicamentos orais direcionados nessas mutações.

Por isso, pacientes diagnosticadas devem ser encaminhadas para avaliação genética. Mulheres com histórico familiar significativo de câncer de mama ou ovário e portadoras de mutação podem ser orientadas, por avaliação médica, sobre medidas preventivas, que incluem a possibilidade de cirurgia preventiva para reduzir o risco.

O oncologista Diocésio Andrade, da Oncolínicas de Ribeirão Preto, ressalta que a melhor estratégia hoje é a combinação de atenção aos sintomas, consultas regulares ao ginecologista e avaliação genética quando indicada, para identificar risco e direcionar escolhas terapêuticas.

O reforço à vigilância médica e a orientação familiar são passos importantes para reduzir impacto e melhorar o manejo da doença.

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