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Você sabia que o descontrole da pressão arterial pode provocar demência?

Conheça os impactos neurológicos com a falta de cuidados com a saúde do coração; quem explica é o médico Fernando Nobre
Você sabia que o descontrole
Conheça os impactos neurológicos com a falta de cuidados com a saúde do coração; quem explica é o médico Fernando Nobre

Conheça os impactos neurológicos com a falta de cuidados com a saúde do coração; quem explica é o médico Fernando Nobre

O cardiologista Dr. Fernando Nobre destaca a importância da prevenção e do controle da hipertensão arterial, Você sabia que o descontrole da pressão arterial pode provocar demência?, uma condição silenciosa que pode trazer graves consequências para a saúde cardiovascular e cerebral. Segundo o especialista, existem dois perfis de pacientes: aqueles que buscam atendimento médico e realizam exames regularmente, o que é uma atitude recomendada, e aqueles que negligenciam a saúde, o que pode ser perigoso, especialmente no caso da hipertensão.

Riscos associados à hipertensão arterial

A hipertensão arterial é uma doença conhecida há mais de seis décadas por seus efeitos nocivos. Estudos comprovam que mesmo pequenas reduções na pressão arterial podem diminuir significativamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e doenças renais. Além disso, a hipertensão é um fator de risco para neurodegeneração e declínio cognitivo, incluindo a demência.

Tratamento e controle da pressão arterial: O tratamento adequado da hipertensão pode reduzir as complicações cardiovasculares, porém ainda existem dúvidas sobre seu impacto na prevenção da demência. De acordo com o Dr. Valentín Foster, diretor do Monsignor Foster Hart Hospital, nos Estados Unidos, a hipertensão não tratada está associada ao desenvolvimento de demência, mas os estudos sobre a eficácia do tratamento anti-hipertensivo para interromper o avanço da doença apresentam resultados conflitantes.

Pesquisas recentes sobre hipertensão e demência: Uma análise secundária do projeto rural chinês para controle da hipertensão, apresentada na American Heart Association em novembro de 2023, mostrou que um programa de redução da pressão arterial com duração de quatro anos em pacientes com 40 anos ou mais reduziu significativamente o risco de demência por todas as causas e de comprometimento cognitivo leve. De forma semelhante, o estudo Sprint Mind indicou que participantes com 50 anos ou mais submetidos a uma redução intensiva da pressão arterial, para valores inferiores a 120 mmHg, apresentaram menor incidência de demência ou comprometimento cognitivo leve em comparação com aqueles tratados para manter a pressão abaixo de 140 mmHg.

Outros estudos, incluindo uma análise agrupada de cinco pesquisas, reforçam a evidência de que o tratamento anti-hipertensivo pode diminuir o risco de demência. Revisões anteriores também apontam para a associação entre a redução da pressão arterial e a diminuição do diagnóstico de demência ou comprometimento cognitivo.

Mecanismos que relacionam hipertensão e demência

A doença vascular causada pela hipertensão está claramente implicada na demência vascular, que pode surgir após um AVC decorrente do descontrole da pressão arterial. Além disso, a hipertensão pode contribuir para o desenvolvimento da doença de Alzheimer, mesmo sem a ocorrência de AVCs clínicos evidentes. Isso ocorre porque a hipertensão pode causar lesões cerebrais sutis, como pequenas isquemias e atrofia cerebral.

Diante dessas evidências, o diagnóstico precoce, o tratamento e o controle rigoroso da hipertensão arterial tornam-se fundamentais não apenas para prevenir eventos cardiovasculares, mas também para reduzir o risco de demência, uma condição que afeta significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Entenda melhor

A hipertensão arterial é uma condição que muitas vezes não apresenta sintomas, por isso é chamada de “doença silenciosa”. A pressão arterial elevada pode danificar vasos sanguíneos e órgãos ao longo do tempo, aumentando o risco de infarto, AVC, insuficiência renal e problemas cognitivos. O controle da pressão envolve mudanças no estilo de vida, como dieta equilibrada, prática regular de exercícios e, quando necessário, uso de medicamentos prescritos por um médico.

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