Fique por dentro do assunto com o pediatra Ivan Savioli Ferraz na coluna ‘Filhos e Cia’
Neste artigo, discutimos os impactos do estresse e da ansiedade na amamentação, bem como a importância do apoio à saúde mental materna.
Estresse, Ansiedade e a Produção de Leite
O estresse produz hormônios que inibem a produção de leite materno. Em casos de estresse contínuo e intenso, a diminuição na produção de leite pode levar a um ciclo vicioso: a criança fica mais faminta e chora mais, aumentando o estresse da mãe, o que, em casos extremos, pode interromper a amamentação. Esses hormônios, como o cortisol, são detectados no leite materno de mães estressadas, embora os efeitos a longo prazo para a criança ainda sejam objeto de estudo.
Tratamento e Apoio à Mãe
Mães que sofrem de estresse e ansiedade excessivo devem procurar ajuda profissional. Existem tratamentos, incluindo medicamentos compatíveis com a amamentação, que podem auxiliar no controle do estresse. O pediatra pode ser o primeiro profissional a ser consultado, podendo indicar outros especialistas, como psiquiatras, se necessário. É crucial lembrar que ninguém é menos mãe por não conseguir amamentar; a pressão social em torno da amamentação pode afetar negativamente a saúde mental das mulheres.
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Vacinação Contra a Gripe
Por fim, é importante destacar a importância da vacinação contra a gripe em crianças de seis meses a seis anos. A campanha de vacinação pode estar próxima do fim, mas os postos de saúde continuarão a oferecer a vacina. Pais devem procurar os postos de saúde para vacinar seus filhos.
Em resumo, o apoio à saúde mental materna é fundamental durante a amamentação. Buscar ajuda profissional para lidar com o estresse e a ansiedade é importante, assim como lembrar que a amamentação não define a maternidade. A vacinação infantil também é crucial para a saúde das crianças.