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Você sabia que o feijão carioca, não é carioca? Conheça mais sobre o grão mais consumido no Brasil

Famoso feijão, representa 66% do mercado nacional, com origem no Instituto Agronômico de Campinas, onde ainda é foco de pesquisa
feijão carioca
Famoso feijão, representa 66% do mercado nacional, com origem no Instituto Agronômico de Campinas, onde ainda é foco de pesquisa

Famoso feijão, representa 66% do mercado nacional, com origem no Instituto Agronômico de Campinas, onde ainda é foco de pesquisa

O programa Ep Agro, da CBN, discutiu em seu episódio mais recente a história do feijão carioca, sua produção e os desafios enfrentados pelos agricultores brasileiros.

Do Rio de Janeiro a Campinas: A Origem do Feijão Carioca

Ao contrário do que muitos pensam, o feijão carioca não surgiu no Rio de Janeiro. Sua origem remonta à década de 1970, no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), em São Paulo. Um produtor local identificou uma planta com grãos diferentes, que se mostraram mais produtivos e resistentes a doenças. A variedade, inicialmente com listras, lembrava a pelagem de um porco da raça carioca, daí o nome.

Inovação e Pesquisa no IAC: Melhorando a Produtividade

O IAC desenvolve novas variedades de feijão carioca continuamente, buscando melhorar a produtividade e a resistência a doenças como o fusário e a antraquinose. Pesquisadores utilizam técnicas como a transferência de pólen entre plantas para criar novas cultivares, um processo que leva de 6 a 8 anos. Atualmente, existem diversas variedades, cada uma com características específicas, como ciclo de crescimento e resistência a doenças. O agricultor Antônio Celso Evangelista Junior, de Casa Branca (SP), relatou aumento significativo na produtividade após adotar uma variedade mais moderna desenvolvida pelo IAC.

Desafios e Perspectivas do Setor

Apesar do aumento da produtividade, o setor enfrenta desafios como a redução da área plantada e a concorrência com importações de leite, especialmente do Mercosul. A discussão abordou a necessidade de aprimorar o ambiente de negócios para os produtores brasileiros, focando em reduzir custos e melhorar a competitividade, em vez de depender de medidas protecionistas governamentais. A previsão climática para os próximos meses indica chuvas mais regulares, o que pode beneficiar a produção de feijão e outras culturas.

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