No ‘CBN Sons da Terra’ desta semana a equipe do Terra da Gente fala sobre essa curiosidade
O programa “Sons da Terra”, da CBN, apresentou uma discussão fascinante sobre a onomatopeia em nomes de aves brasileiras. Com a participação de Marcelo Ferre, Ananda Porto e Luciano Lima, o episódio explorou a rica relação entre os cantos das aves e os nomes populares que lhes são atribuídos.
Nomes de Aves Inspirados em seus Cantos
Diversas aves brasileiras recebem nomes que imitam seus cantos, um fenômeno conhecido como onomatopeia. Exemplos clássicos incluem o bem-te-vi (cujo nome reproduz seu canto característico), o carcará e o sabiá. A onomatopeia não se limita a essas aves; o programa citou inúmeros outros exemplos, como o neinei (parente do bem-te-vi), o finfin, o jaó, a saracura-três-potes, o picapalha-de-testa-amarela e o cri-cri.
Origem e Variação Regional dos Nomes
A origem desses nomes onomatopeicos muitas vezes remonta às línguas indígenas, como no caso do carcará. Entretanto, a interpretação dos cantos e, consequentemente, os nomes populares, variam consideravelmente de região para região. O bem-te-vi, por exemplo, recebe diferentes nomes em outras línguas e culturas, refletindo a diversidade de interpretações do mesmo canto. Além disso, alguns nomes não são onomatopeicos em si, mas sim descrições ou associações criativas com o canto da ave, como o “biscateiro” para o cricrió, devido ao seu assobio.
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A variedade de nomes populares para uma mesma ave demonstra a riqueza da cultura brasileira e a forma como as pessoas se conectam com a natureza através da observação e interpretação dos sons ao seu redor. A discussão destacou a ausência de um “nome popular errado”, enfatizando que a diversidade de nomes reflete a percepção individual e coletiva da natureza. O programa finalizou com uma música de Luiz Gonzaga, representando a beleza e a diversidade da cultura brasileira e a riqueza da onomatopeia na língua portuguesa.