Quem explica a (1) negação, (2) raiva e barganha, (3) depressão/ recolhimento e (4) enfrentamento é a psicóloga Danielle Zeoti
O luto é um processo complexo e individual, com duração variável, podendo se estender de três meses a dois anos. A psicóloga Daniela Izeote esclarece que o luto normal se diferencia do patológico pela capacidade de retomar a vida. Enquanto no luto normal há uma elaboração da dor, no luto patológico, a pessoa apresenta prejuízos significativos em diversas áreas da vida, como trabalho, relacionamentos e saúde, podendo inclusive apresentar risco de suicídio.
Fases do Luto
A psiquiatra Elizabeth Kübler-Ross descreve quatro fases do luto, que devem ser compreendidas didaticamente, pois o processo não é linear: negação (dificuldade em aceitar a realidade da perda), raiva e barganha (agressividade e tentativas de negociação com forças superiores), depressão (período de recolhimento e tristeza profunda, diferente do transtorno depressivo maior) e enfrentamento (aceitação da perda e busca por seguir em frente).
Luto e a Pandemia
A pandemia intensificou a experiência do luto para muitas pessoas, devido às perdas e à impossibilidade de rituais de despedida, como velórios e enterros, que auxiliam na elaboração da dor. A psicóloga ressalta a importância de buscar ajuda profissional caso o sofrimento seja intenso e prejudique a vida do indivíduo.
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Superando a Dor
Daniela Izeote enfatiza que, mesmo após um luto intenso, a dor da saudade se torna suportável com o tempo e a elaboração do processo. A psicoterapia auxilia na integração da perda, permitindo que a lembrança da pessoa amada seja carregada com carinho e sem o sofrimento avassalador da perda. Buscar apoio em amigos e familiares, e procurar ajuda profissional quando necessário, são cruciais para atravessar esse período e seguir em frente com mais maturidade e aprendizado.