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Você sabia que o quadro inicial de Alzheimer pode ser confundido com depressão?

Sintomas se misturam e podem ocultar a real doença; Danielle Zeoti explica no quadro 'CBN Comportamento'
Alzheimer e depressão
Sintomas se misturam e podem ocultar a real doença; Danielle Zeoti explica no quadro 'CBN Comportamento'

Sintomas se misturam e podem ocultar a real doença; Danielle Zeoti explica no quadro ‘CBN Comportamento’

Diferenciar o Alzheimer de um transtorno depressivo maior não é tarefa fácil, mesmo para profissionais da saúde. A psicóloga Daniela Zeotti esclarece as principais diferenças entre essas duas condições, que frequentemente se confundem no início de seus quadros.

Alzheimer: Uma Doença Neurodegenerativa

O Alzheimer é uma doença neurológica progressiva e insidiosa. Seus sintomas iniciais incluem déficit de memória que se instala lentamente, ao longo do tempo. Outros sintomas incluem desorientação, dificuldade em tarefas simples, raciocínio truncado, problemas de linguagem, dificuldades em tomar decisões e isolamento social. Embora haja sintomas de humor, como tristeza e irritabilidade, eles são consequência do déficit cognitivo e da angústia de perceber a perda de memória e capacidades.

Transtorno Depressivo Maior: Um Transtorno Mental

No transtorno depressivo maior, as alterações de memória relatadas pelos pacientes não são de fato problemas de memória, mas sim de atenção e concentração. A dificuldade em prestar atenção impede o arquivamento de novas informações, levando à sensação de perda de memória. Outros sintomas incluem humor deprimido ou irritável, muitas vezes sem um motivo aparente.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico diferencial entre Alzheimer e transtorno depressivo maior requer avaliação profissional. Para o Alzheimer, são necessários exames laboratoriais, clínicos, neurológicos e de imagem (ressonância magnética). Já no transtorno depressivo, exames laboratoriais e avaliação clínica podem ser suficientes, muitas vezes conduzidos por psicólogo e/ou psiquiatra. A importância do diagnóstico precoce reside na possibilidade de iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível, melhorando o prognóstico e a qualidade de vida do paciente. Enquanto o Alzheimer é uma doença crônica sem cura, o transtorno depressivo é tratável, com remissão possível em alguns meses com tratamento medicamentoso e psicoterapêutico. Em casos de suspeita, procure um médico, geriatra ou neurologista para avaliação.

A detecção precoce de sintomas como tristeza, irritabilidade, perda de memória, dificuldade de concentração e perda de energia é crucial para um tratamento eficaz. Quanto mais cedo o diagnóstico for realizado, melhor será o prognóstico, tanto para o Alzheimer quanto para o transtorno depressivo maior, prevenindo complicações como a perda de autonomia e, no caso da depressão, o suicídio.

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