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Você sabia que o rotavírus era a principal causa de desidratação até 2006?

Cenário mudou apenas depois do desenvolvimento e aplicações de vacinas; quem explica é Ivan Savioli Ferraz no 'Filhos e Cia'
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Cenário mudou apenas depois do desenvolvimento e aplicações de vacinas; quem explica é Ivan Savioli Ferraz no 'Filhos e Cia'

Cenário mudou apenas depois do desenvolvimento e aplicações de vacinas; quem explica é Ivan Savioli Ferraz no ‘Filhos e Cia’

Rotavírus: Uma doença grave e sua prevenção

O rotavírus é um vírus que causa diarreia, vômito e, em casos graves, desidratação. Até 2006, era a principal causa de desidratação infantil no Brasil, levando muitas crianças à internação e, em casos extremos, à morte. Em regiões com condições de higiene precárias, o rotavírus ainda causa muitas mortes ao redor do mundo.

A vacina contra o rotavírus: um avanço significativo

A introdução da vacina contra o rotavírus no calendário vacinal foi um marco na saúde infantil brasileira. A vacina aplicada na rede pública protege contra um tipo de rotavírus, enquanto vacinas disponíveis em clínicas particulares oferecem proteção contra cinco tipos. Embora extremamente eficaz, a vacina aplicada na rede pública, até dezembro de 2024, era aplicada em duas doses (aos 2 e 4 meses de idade), com idade máxima de aplicação aos 7 meses e 29 dias.

Mudanças no esquema vacinal: maior acesso à proteção

Em dezembro de 2024, o Ministério da Saúde recomendou a extensão do período de aplicação da vacina contra o rotavírus. Agora, a primeira dose pode ser aplicada até os 11 meses e 29 dias, e a segunda dose até os 23 meses e 29 dias. Essa mudança se deve à segurança comprovada da vacina e à necessidade de ampliar a proteção, principalmente considerando a diminuição da cobertura vacinal nos últimos anos. A recomendação continua sendo a aplicação aos 2 e 4 meses de idade, mas a nova flexibilidade garante que crianças que não receberam a vacina dentro do prazo inicial ainda possam ser imunizadas. Essa decisão foi embasada em estudos da Organização Mundial da Saúde, que comprovam a segurança da vacina e a ausência de aumento no risco de intussuscepção (obstrução intestinal), um efeito colateral observado em uma vacina anterior, no final da década de 1990, que foi posteriormente retirada do mercado. A vacina atualmente disponível se mostrou extremamente segura, levando a OMS a recomendar a extensão da idade de aplicação.

A vacinação contra o rotavírus é fundamental para a prevenção da desidratação em crianças. A ampla disponibilidade da vacina e a recente extensão do prazo de aplicação representam um avanço significativo na proteção da saúde infantil no Brasil. Pais e responsáveis devem seguir as recomendações do Ministério da Saúde e garantir que seus filhos estejam protegidos contra essa doença.

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