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Você sabia que o transtorno bipolar acomete também as crianças?

Quadro é de difícil diagnóstico e pode ser confundido com TDAH; psicóloga Danielle Zeoti fala do tema no 'CBN Comportamento'
transtorno bipolar infantil
Quadro é de difícil diagnóstico e pode ser confundido com TDAH; psicóloga Danielle Zeoti fala do tema no 'CBN Comportamento'

Quadro é de difícil diagnóstico e pode ser confundido com TDAH; psicóloga Danielle Zeoti fala do tema no ‘CBN Comportamento’

Neste sábado, no programa CBN comportamento, a psicóloga Danielle Zeote discutiu sobre o transtorno bipolar na infância e adolescência. A especialista alertou sobre o uso inadequado do termo “bipolar”, muitas vezes empregado de forma pejorativa para descrever simples oscilações de humor.

Transtorno Bipolar na Infância: Um Diagnóstico Difícil

O transtorno bipolar é raro na infância, com prevalência estimada entre 0,5% e 2% da população nessa faixa etária. Seu diagnóstico é complexo, frequentemente confundido com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), devido à sobreposição de sintomas. No entanto, os sintomas do transtorno bipolar infantil são mais graves e causam prejuízos significativos.

Sintomas do Transtorno Bipolar em Crianças e Adolescentes

O transtorno bipolar caracteriza-se por episódios de depressão e mania. Na infância, os sintomas da mania incluem agitação psicomotora, irritabilidade, pensamentos acelerados (manifestados por fala interrompida e frases incompletas), impulsividade, hipersexualidade e prejuízos acadêmicos e sociais. É crucial diferenciar esses sintomas dos do TDAH, pois, na mania, a criança apresenta hipersexualidade, fala incompleta e insônia, sintomas não presentes no TDAH. A gravidade do transtorno bipolar na infância reside no impacto no desenvolvimento infantil, afetando a socialização, o aprendizado e a aquisição de habilidades essenciais.

Tratamento e Importância do Diagnóstico Precoce

O tratamento do transtorno bipolar na infância envolve medicação (estabilizadores de humor, frequentemente associados a outros medicamentos), psicoterapia (para controle de impulsos e psicoeducação) e uma abordagem multidisciplinar que inclui pais, escola e outros profissionais relevantes. O diagnóstico precoce é fundamental para minimizar os danos causados pelo transtorno e garantir um desenvolvimento infantil saudável. A participação ativa de toda a rede de apoio – pais, escola, psiquiatra infantil, psicólogo e outros profissionais – é crucial para o sucesso do tratamento e para a melhoria da qualidade de vida da criança.

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