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Você sabia que o uso de cigarro é o principal fator de risco para o câncer de bexiga?

Apesar de ser um tipo de tumor menos frequente, sintomas não devem ser ignorados; oncologista esclarece dúvidas
Você sabia que o uso
Apesar de ser um tipo de tumor menos frequente, sintomas não devem ser ignorados; oncologista esclarece dúvidas

Apesar de ser um tipo de tumor menos frequente, sintomas não devem ser ignorados; oncologista esclarece dúvidas

O mês de julho é dedicado à conscientização sobre o câncer de bexiga, Você sabia que o uso de cigarro é o principal fator de risco para o câncer de bexiga?, um tipo de câncer que, embora não esteja entre os mais comuns, tem apresentado aumento na incidência ao longo dos anos. O oncologista Dr. Carlos Frué, da Onco Clínicas em Ribeirão Preto, esclareceu dúvidas frequentes sobre a doença, seus fatores de risco, sintomas, prevenção e tratamento.

Incidência e fatores de risco: Segundo o especialista, o câncer de bexiga não está entre os tipos mais frequentes, que incluem câncer de pele, próstata, mama, intestino e pulmão. No entanto, sua importância cresce devido ao aumento gradual dos casos. O principal fator de risco para o desenvolvimento do câncer de bexiga é o tabagismo, tanto em fumantes ativos quanto em ex-fumantes. Além disso, há fatores ocupacionais relacionados à exposição a carcinógenos em determinados ambientes de trabalho, como na indústria de pintura, metalurgia, têxtil e mineração, que também elevam o risco da doença.

Sintomas e sinais de alerta: O sintoma mais característico do câncer de bexiga é o sangramento na urina (hematúria). Dr. Frué destaca que, embora o sangramento possa ser causado por outras condições, como cálculos renais ou infecções urinárias, qualquer ocorrência de sangue na urina deve ser investigada. Em estágios mais avançados da doença, podem surgir sintomas adicionais, como dor ao urinar, obstrução urinária e dor na região pélvica. Quanto à frequência urinária aumentada, o oncologista explica que esse sintoma é mais comumente associado a problemas prostáticos em homens, sendo raro no câncer de bexiga.

Prevenção e diagnóstico precoce: A prevenção do câncer de bexiga está diretamente ligada à eliminação do tabagismo e à adoção de medidas de proteção em ambientes ocupacionais de risco. Dr. Frué ressalta que não há exames de rastreamento recomendados para a população geral, como ocorre com o PSA para câncer de próstata ou colonoscopia para câncer de intestino. Portanto, a principal estratégia é a atenção aos sintomas, especialmente o sangramento na urina, que deve motivar a busca por avaliação médica imediata.

Tratamento e prognóstico: O tratamento do câncer de bexiga depende do estágio em que a doença é diagnosticada. Na maioria dos casos, o tumor é detectado em fase inicial, quando está restrito à superfície da bexiga, sem invasão muscular. Nesses casos, o procedimento inicial consiste na ressecção transuretral do tumor, que é a raspagem do tecido afetado. Em algumas situações, pode ser administrado um tratamento intravesical, como a aplicação de uma vacina dentro da bexiga para reduzir o risco de recidiva.

Nos casos em que o câncer está mais avançado, com invasão muscular ou disseminação, o tratamento pode incluir cirurgia para remoção total da bexiga, quimioterapia e imunoterapia, dependendo das características específicas de cada paciente. A detecção precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento.

Entenda melhor

O câncer de bexiga é uma doença que exige atenção aos sinais iniciais, principalmente o sangramento na urina, mesmo que seja discreto. A prevenção está principalmente relacionada à cessação do tabagismo e à proteção contra agentes carcinógenos ocupacionais. Não há exames de rastreamento recomendados para a população assintomática, reforçando a importância da busca por avaliação médica ao primeiro sintoma.

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