Marcelo Ferri e companhia desmitificam a figura desse animal dito fedorento, explicam sobre seus hábitos e trazem curiosidades
Gambás: muito além da má fama
Diversidade de Gambás no Brasil
O Brasil abriga quatro espécies de gambás, duas delas bastante comuns em áreas urbanas. A crença de que existe apenas um tipo de gambá é um equívoco, demonstrando a rica biodiversidade da fauna brasileira. A distribuição geográfica dos gambás se estende da América do Norte à América do Sul, incluindo os Estados Unidos e a Patagônia.
Características e Hábitos dos Gambás
As espécies mais comuns no Sudeste brasileiro são o gambá de orelha branca e o gambá de orelha preta, facilmente diferenciados pela coloração da face e das orelhas. Embora possam haver semelhanças com ratos, principalmente em relação ao rabo e às orelhas, os gambás desempenham um papel crucial no controle de pragas, alimentando-se de escorpiões, carrapatos e outros animais peçonhentos. Além disso, contribuem para a dispersão de sementes.
Leia também
Desmistificando os Mitos
Contrariando a imagem difundida em desenhos animados, os gambás brasileiros não exalam um odor fétido como forma de defesa. As espécies de orelha branca e preta produzem odor apenas para demarcação territorial e atração de parceiros, sem causar incômodo aos humanos. A fama de animais malcheirosos se deve à confusão com outros animais, como o jaritataca, que pertence a outra família e possui hábitos diferentes. Os gambás são marsupiais, assim como cangurus e coalas, e seus filhotes completam o desenvolvimento na bolsa marsupial da mãe. Para saber mais sobre esses animais incríveis, acesse o perfil @projeto.mais.marsupiais no Instagram.
Apesar da adaptação dos gambás às áreas urbanas, ainda sofrem preconceito. A desmistificação de seus hábitos e a compreensão de sua importância ecológica são essenciais para a sua preservação e a valorização da biodiversidade brasileira. Conhecer e respeitar os gambás é fundamental para a construção de um convívio harmonioso entre humanos e animais.