Turistas e rancheiros moram em outras cidades, mas têm em Rifaina o domicílio eleitoral; são 3651 habitantes e 4519 eleitores
Mais eleitores que habitantes: uma realidade em cidades brasileiras
Cidades turísticas e o impacto no número de eleitores
Algumas cidades brasileiras apresentam um número de eleitores superior ao de habitantes. Um exemplo disso é Riffane, município próximo a Franca, onde muitos turistas e proprietários de casas de veraneio votam, mesmo sem residir permanentemente na cidade. Eduardo Martins, projetista, transferiu seu título de eleitor para Riffane para votar e aproveitar os momentos de lazer, demonstrando a importância do voto, independente da localização.
A influência do atraso no Censo do IBGE
O atraso na atualização do Censo Demográfico do IBGE, cuja última coleta de dados ocorreu em 2010, contribui significativamente para essa discrepância. Em Riffane, com 3.651 habitantes segundo o IBGE, são 4.519 eleitores. Situação semelhante ocorre em Santa Cruz da Esperança, com quase 2.200 eleitores para 2.166 habitantes. Essa diferença pode aumentar ou diminuir com uma atualização do censo, uma vez que muitas pessoas mudam de cidade ou estado, transferindo ou cancelando seus títulos eleitorais.
O direito ao voto e a participação cidadã
Apesar da discrepância entre o número de habitantes e eleitores, o direito ao voto permanece inalterado. Edivaldo Alves Taveira, morador de Franca que abriu um comércio em Riffane, transferiu seu título e o de sua família para a cidade. O ato de votar representa a participação cidadã e a escolha de candidatos que representem os interesses da população. Em cidades turísticas como Riffane, essa situação é comum e tende a se manter até a atualização do Censo, com o Tribunal Superior Eleitoral divulgando anualmente seus dados.



