Castração, por exemplo, pode diminuir a chance de diversas enfermidades; quem explica é Gelson Genaro no ‘Pet News’
O câncer de mama em animais de estimação, principalmente em cadelas e gatas, é relativamente comum e exige atenção dos tutores. Assim como em humanos, o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento.
Prevenção através da Castração
A castração é uma estratégia eficaz de prevenção, reduzindo em até 90% a incidência de tumores de mama. Isso porque esses tumores são frequentemente dependentes de estrógeno, hormônio produzido pelos ovários. Quanto mais precoce a castração (antes do primeiro cio, idealmente), maior a proteção. Mesmo após o cio ou parto, a castração ainda é benéfica e reduz significativamente o risco.
Diagnóstico e Tratamento
Independentemente da castração, a palpação regular das mamas é crucial, especialmente em animais acima de sete anos. Exames como ultrassom, raio-x e biópsia auxiliam no diagnóstico. O tratamento pode incluir cirurgia, quimioterapia e outras terapias, similares às utilizadas em humanos. Se detectado precocemente, o prognóstico é positivo, mas o atraso no tratamento pode levar a metástases e óbito.
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Cuidados após a Castração
A castração não engorda o animal necessariamente. O aumento de peso está mais associado à diminuição da atividade física e à falta de controle na alimentação. Uma dieta balanceada e ração de boa qualidade são importantes, tanto para animais castrados quanto para os não castrados. A recuperação pós-cirúrgica costuma ser tranquila em animais jovens e saudáveis, desde que o procedimento seja realizado por um profissional qualificado. A idade do animal influencia no risco da cirurgia, sendo maior em animais mais velhos.