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Você sabia que um bilhete malicioso no ambiente de trabalho pode ser considerado assédio sexual?

A colunista Heloísa Zaruh e a advogada Najla Ferraz discutem sobre o assunto na coluna 'CBN Mulher'
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A colunista Heloísa Zaruh e a advogada Najla Ferraz discutem sobre o assunto na coluna 'CBN Mulher'

A colunista Heloísa Zaruh e a advogada Najla Ferraz discutem sobre o assunto na coluna ‘CBN Mulher’

O caso de assédio sexual contra Rogério Caboclo, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), trouxe à tona um problema grave e frequente: o assédio sexual no ambiente de trabalho. A denúncia, embasada em áudios que expõem o comportamento constrangedor, destaca a importância de se combater essa prática.

Dados alarmantes sobre assédio sexual

Uma pesquisa do LinkedIn revela que quase metade das mulheres já sofreram algum tipo de assédio sexual no trabalho. Esse dado alarmante demonstra a necessidade urgente de se discutir o tema e conscientizar sobre as consequências desse tipo de violência. A impunidade e o medo, infelizmente, desencorajam muitas vítimas de denunciar os casos, com apenas 5% buscando ajuda do RH e 15% optando pela demissão.

O que caracteriza assédio sexual e como agir

Segundo Nájila Ferraz, advogada especialista em direitos da mulher, o assédio sexual se caracteriza por chantagem, constrangimento ou qualquer investida sexual que utilize a condição superior do assediador para obter vantagem ou favorecimento. Ele pode se manifestar de diversas formas, desde a exibição de material pornográfico até propostas indecorosas. No Brasil, o assédio sexual é crime, com pena prevista de 1 a 2 anos de prisão. É crucial que as vítimas registrem boletim de ocorrência e comuniquem formalmente o RH da empresa, para garantir seus direitos e buscar reparação por danos morais e até mesmo a reintegração ao trabalho.

Como enfrentar a cultura machista e a impunidade

A cultura machista contribui para a banalização do assédio, com agressores frequentemente justificando seus atos como “brincadeiras inadequadas”. A vítima, muitas vezes, é vista como objeto e silenciada pelo medo de retaliação. É fundamental que as mulheres se fortaleçam, denunciem os casos e procurem apoio. A solidariedade entre colegas e o conhecimento dos direitos são armas importantes nesse combate. Se você sofre ou sofreu assédio, denuncie. Se conhece alguém nessa situação, ofereça ajuda e informação.

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