Ouça a coluna ‘Carreiras e Lideranças’ com David Forli Inocente
Liderança tóxica: um problema crescente nas empresas
O que caracteriza uma pessoa tóxica?
Uma pesquisa alemã recente chamou a atenção para a possível evolução profissional de indivíduos tóxicos que também demonstram boa sociabilidade. No entanto, o foco principal da pesquisa é orientar as lideranças sobre como prevenir e lidar com esses comportamentos. Segundo a psicóloga social Heidi Grant, basta ser percebido como tóxico para se encaixar nessa classificação. Algumas características comuns incluem atribuir culpa aos outros, se apropriar do trabalho alheio, superestimar suas realizações e acreditar ser único e insubstituível. Essa percepção distorcida da realidade prejudica o ambiente de trabalho e os relacionamentos interpessoais.
Impactos da liderança tóxica no ambiente corporativo
Estudos comprovam que a presença de profissionais tóxicos em uma equipe impacta negativamente o clima organizacional. Empresas com lideranças ou funcionários tóxicos sofrem com maior incidência de bullying, assédio, discriminação e ressentimento. A falta de medidas para coibir tais comportamentos resulta na evasão de talentos, pois os profissionais percebem a injustiça e a falta de um ambiente saudável de trabalho.
Leia também
Como as lideranças podem lidar com a toxicidade?
Para combater a liderança tóxica, é fundamental criar um ambiente de trabalho onde as denúncias sejam incentivadas e tratadas com seriedade. A comunicação direta com o indivíduo tóxico, apontando os impactos negativos de seu comportamento, é crucial. Caso as medidas tomadas não surtam efeito, a descontinuação da relação profissional pode ser a única alternativa. A prioridade é garantir um ambiente de trabalho justo, respeitoso e produtivo para todos.
Em resumo, a liderança tóxica é um problema sério que afeta o clima organizacional e a produtividade. A conscientização, a prevenção e a adoção de medidas eficazes são essenciais para construir um ambiente de trabalho saudável e positivo.