Longa-metragem de terror volta às telonas com ‘O Chamado 4’; ouça a resenha na coluna ‘Cinema’ com Marcos de Castro
O chamado 4: Uma análise do filme de terror que brinca com a maldição de Samara
Uma nova versão da maldição?
Recentemente, o lançamento de O Chamado 4 gerou controvérsia e especulação. Muitos relatos apontam para um vídeo amaldiçoado, com pessoas supostamente morrendo misteriosamente após assisti-lo. No entanto, a realidade é mais complexa e menos sobrenatural do que parece. O filme, na verdade, é uma sequência inspirada na saga japonesa de Ringu (conhecido como O Chamado no ocidente), mas com uma abordagem diferente.
Marketing ou maldição?
A estratégia de marketing do filme é questionável. Aproveitando o reconhecimento da franquia O Chamado, o longa se apresenta como uma continuação, enganando o público. Apesar do nome, O Chamado 4 pouco se relaciona com os filmes norte-americanos anteriores. A trama, na verdade, é mais próxima da saga original japonesa, com uma pitada de humor e comédia, desviando do terror psicológico dos filmes anteriores. A maldição, atrásra, atua em 24 horas, ao invés dos 7 dias tradicionais, e o filme explora essa premissa com uma dose considerável de liberdade criativa.
Terror com comédia: Uma mistura inusitada
O filme equilibra elementos de terror com comédia, o que pode agradar ou desagradar os fãs da franquia. A personagem Samara, ícone do terror japonês, ganha uma nova roupagem, com a trama explorando a viralização do vídeo amaldiçoado nas redes sociais. Embora a ideia seja interessante, a execução poderia ter sido mais séria, explorando o terror psicológico de forma mais profunda. A presença de atores conhecidos de doramas e séries orientais, atrai um público específico, mas pode não ser suficiente para agradar os fãs tradicionais do terror.
Em resumo, O Chamado 4 é um filme que brinca com a premissa da maldição, mas se distancia significativamente dos filmes anteriores da franquia norte-americana. A mistura de terror e comédia pode ser um atrativo para alguns, enquanto outros podem se decepcionar com a falta de fidelidade à narrativa original e o tom mais leve do longa. A estratégia de marketing, que explora o nome e a imagem de Samara para atrair público, é, no mínimo, controversa.



