Pesquisa realizada por Harvard com profissionais de diferentes países conferiu que muitos sofrem com insatisfação no trabalho
Um estudo de 85 anos realizado pela Universidade de Harvard acompanhou mais de 700 profissionais ao redor do mundo e revelou sete profissões com altos índices de insatisfação. A pesquisa, conduzida pelo professor Robert Waldinger e sua equipe, destaca a importância das relações sociais no ambiente de trabalho para a felicidade profissional.
Profissões com Maior Insatisfação
O estudo identificou sete áreas profissionais com maior incidência de infelicidade: entregadores, motoristas de caminhão de longa distância, guardas e seguranças, trabalhadores noturnos (vigilantes ou portaria), profissionais em trabalhos remotos muito isolados, profissionais de atendimento ao cliente em comércio varejista e trabalhos de pesquisa altamente isolados (como em universidades ou hospitais).
A Importância das Conexões Sociais
Uma das principais conclusões do estudo é que a falta de conexões sociais no trabalho é um fator preponderante para a insatisfação profissional. Profissões que envolvem isolamento, como as listadas acima, tendem a apresentar maiores índices de infelicidade. Em contraponto, pesquisas como a da Gallup demonstram que funcionários com amigos no trabalho são mais produtivos e engajados.
Leia também
Dicas para um Ambiente de Trabalho Mais Satisfatório
Para combater a insatisfação, é crucial fomentar a interação e o relacionamento entre colegas de trabalho. Lideranças devem se atentar a isso, criando um ambiente que estimule a colaboração e o engajamento. Buscar ajuda profissional, como terapia ou psicologia, também é importante para lidar com problemas de infelicidade persistentes. A busca por vínculos e a socialização são fundamentais, mesmo em profissões que exigem maior isolamento. O relacionamento interpessoal é a chave para um ambiente de trabalho mais feliz e produtivo.