Casos podem estar relacionados à bactéria Streptococcus; pesquisador e professor da Unesp, Vitor Valenti, faz a análise
Streptococcus A: um alerta sobre uma bactéria comum que preocupa
Aumento de casos e gravidade
O Streptococcus A, bactéria causadora de dor de garganta e infecções de pele, tem apresentado um aumento significativo de casos, especialmente na Inglaterra e Holanda, com um número alarmante de mortes em crianças. Esse crescimento, três vezes maior que o habitual para a época, levanta preocupações sobre possíveis fatores contribuintes.
Hipóteses para o aumento de casos
Duas hipóteses principais são consideradas: o uso indiscriminado de antibióticos, levando à seleção de bactérias mais resistentes; e a menor exposição de crianças a vírus durante a pandemia, resultando em uma maior vulnerabilidade. No entanto, nenhuma dessas hipóteses foi comprovadamente confirmada.
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Prevenção e tratamento
A faringite, inflamação da faringe (parte posterior da garganta), é um sintoma comum da infecção por Streptococcus A. A automedicação com antibióticos é um grave problema, pois muitas faringites são virais e o uso inadequado de antibióticos contribui para a resistência bacteriana. É fundamental consultar um médico para diagnóstico preciso e tratamento adequado. Medidas preventivas, como higiene, uso de máscaras em caso de surtos e isolamento de pessoas com sintomas, são cruciais para controlar a transmissão. A vigilância constante é necessária para evitar um surto no Brasil, considerando o histórico de doenças que se propagam da Europa para o nosso país após alguns meses.
A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para evitar complicações. O uso consciente de antibióticos, somente sob orientação médica, é essencial para combater a resistência bacteriana e preservar a saúde da população. Manter-se informado e seguir as recomendações de saúde pública são medidas importantes para proteger a si e aos outros.



