Como driblar esse hábito ruim? Ouça as dicas de Danielle Zeoti na coluna ‘CBN Comportamento’
Procrastinação: o ato de deixar para depois tarefas, estudos ou decisões, pode ter origem na infância, segundo a psicóloga Dani-elyséote. Pais extremamente exigentes podem criar nas crianças um senso crítico elevado e autocobrança excessiva, levando-as a acreditar que nunca atingirão a perfeição e, consequentemente, a procrastinar.
Diferenças entre Procrastinação e Preguiça
É importante diferenciar procrastinação de preguiça. Enquanto a preguiça é a falta de vontade momentânea para realizar uma atividade, a procrastinação é um padrão comportamental que prioriza a satisfação imediata em detrimento de tarefas importantes. Isso está ligado ao sistema límbico do cérebro, que busca prazer imediato, mesmo que isso gere prejuízos a longo prazo.
Consequências e Sinais da Procrastinação
A procrastinação leve, como deixar de arrumar a casa, pode não ser um problema. No entanto, quando afeta o trabalho, relacionamentos e finanças, torna-se preocupante. Pode ser sinal de baixa autoestima, ansiedade, depressão ou síndrome do impostor. Alguns indivíduos até se viciam na adrenalina de deixar tudo para a última hora.
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Romper com a procrastinação requer autoconhecimento e autocontrole. Identificar os gatilhos (conflitos interpessoais, tarefas tediosas, medo da mudança, insegurança) é crucial. Ao reconhecer esses gatilhos, é possível desenvolver estratégias para evitá-los ou lidar com eles de forma mais eficaz, trocando a satisfação imediata por uma sensação de alívio duradoura ao concluir as tarefas. Priorizar atividades importantes e entender que a sensação de dever cumprido supera a satisfação momentânea de adiá-las é fundamental para superar esse hábito.