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Você tem rinite? Saiba mais sobre essa condição que acomete cerca de 30% da população

Mudanças climáticas ou locais com poeira podem ser fatores que afetam o sistema respiratório e contribuem para crises da doença
Você tem rinite? Saiba mais sobre
Mudanças climáticas ou locais com poeira podem ser fatores que afetam o sistema respiratório e contribuem para crises da doença

Mudanças climáticas ou locais com poeira podem ser fatores que afetam o sistema respiratório e contribuem para crises da doença

Rinite atinge parcela significativa da população e deve crescer nas próximas décadas, dizem especialistas. A condição — que causa espirros, obstrução e coriza — pode ter origem alérgica ou não alérgica e afeta a qualidade de vida, especialmente do sono infantil.

Por que a rinite tem aumentado

Médicos apontam dois fatores principais para o aumento: hereditariedade e alterações ambientais. Quando ambos os pais têm doenças alérgicas, a probabilidade de o filho desenvolver rinite ou outra alergia pode ser elevada — estudos clínicos e a prática médica sugerem riscos marcados em agregações familiares. Além disso, a poluição, mudanças climáticas e ambientes domiciliares com poeira e mofo contribuem para a maior exposição a agentes que desencadeiam sintomas.

Tipos, sintomas e diagnóstico

A forma alérgica é a mais comum e costuma ser intermitente ou sazonal — piorando em determinadas épocas do ano, como em períodos secos ou com grandes variações de temperatura. Há ainda a rinite crônica, com sintomas diários ao longo do ano, e a rinite não alérgica (também chamada de vasomotora ou “senil” quando predominante em idosos), que se manifesta após estímulos como ingestão de alimentos quentes, vapores e mudanças de temperatura.

Os sinais são parecidos entre os tipos: espirros, coriza, lacrimejamento e obstrução nasal. A rinite costuma estar associada a outras queixas respiratórias e otorrinolaringológicas, como conjuntivite alérgica, faringite, tosse e otites. O diagnóstico e a identificação do agente desencadeante combinam avaliação clínica e testes alérgicos quando indicados.

Tratamento e prevenção

Não há cura definitiva para a rinite alérgica, mas é possível controlar os sintomas. As medidas incluem higiene ambiental — reduzir pó, ácaros, mofo e objetos que acumulam poeira no quarto, como tapetes, cortinas e cobertores — e tratamento medicamentoso com anti-inflamatórios nasais e, quando necessário, vasoconstritores específicos sob orientação médica. A imunoterapia específica (vacinas para alergia) é opção para desensibilização quando o alérgeno causal é claramente identificado; nem todos os pacientes respondem igualmente, por isso é preciso investigação detalhada.

Na prática clínica, otorrinolaringologistas, alergologistas e pneumologistas atuam em conjunto: o nariz é porta de entrada do sistema respiratório e alterações nasais podem refletir ou agravar problemas pulmonares. Além disso, pacientes com rinite tendem a apresentar hiper-reatividade nasal, reagindo não só a alérgenos, mas também a estímulos físicos como calor, frio e fumaça.

A presença de rinite pode comprometer o sono e o desempenho diário, com impacto especial em crianças, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do manejo adequado para reduzir desconforto e complicações a médio e longo prazo.

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