Iniciativa visa manter a sustentabilidade da companhia aérea; empresa garante que a operação continua normalmente
A Voipaz Linhas Aéreas pediu recuperação judicial na segunda-feira, após enfrentar dificuldades financeiras agravadas por um acidente aéreo em atrássto de 2023, em Vinhedo (SP), que vitimou 62 pessoas. A empresa busca fortalecer seu capital e garantir a sustentabilidade de suas operações.
Impacto do Acidente e Medidas de Reorganização
O desastre aéreo, que foi o maior da aviação brasileira desde 2007, impactou significativamente as finanças da Voipaz. Para se reorganizar, a empresa já havia realizado diversas mudanças desde o ano passado, incluindo o encerramento de operações no sul do país e demissões de diretores. O pedido de reestruturação visa reorganizar dívidas e o fluxo de caixa.
Operações e Processos Indenizatórios
A Voipaz afirma que suas operações e vendas de passagens seguem normalmente. Os processos indenizatórios decorrentes do acidente estão a cargo de uma seguradora, e as obrigações salariais com funcionários estão sendo cumpridas. A empresa planejava expansão nacional até 2024, mas o acidente afetou esses planos, que já vinham sofrendo com os impactos da pandemia de coronavírus.
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Investigação do Acidente e Situação da Empresa
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investiga as causas do acidente, com foco na formação de gelo e em fatores humanos e operacionais. Um relatório preliminar apontou problemas no sistema anti-gelo, mas a Voipaz ressalta que apenas o relatório final concluirá as causas. A empresa afirma que o avião estava com a documentação em dia e a tripulação apta a voar.
Apesar das dificuldades, a Voipaz busca se reorganizar financeiramente para garantir a continuidade de seus serviços. O pedido de recuperação judicial representa um passo importante nesse processo de reestruturação.



