A economia global atravessa um período de forte volatilidade, impulsionada principalmente pela imprevisibilidade política nos Estados Unidos. Em entrevista à CBN Ribeirão, o economista Nelson Rocha Augusto explicou que declarações e recuos frequentes do presidente Donald Trump, envolvendo temas como tarifas comerciais e a Groenlândia, aumentam a insegurança nos mercados e afetam preços de ações, juros e commodities.
Segundo ele, esse cenário provoca um descolamento perigoso entre o mercado financeiro e a economia real. A busca por proteção diante da incerteza fez ativos como ouro e prata atingirem valores recordes, enquanto decisões de investimento se tornam mais difíceis pela falta de previsibilidade. O impacto chega também ao Brasil, que, apesar da instabilidade externa, registra valorização da bolsa e queda do dólar neste início de ano.
Nelson destaca que, mesmo em meio ao cenário complexo, alguns setores da economia brasileira seguem com desempenho positivo. O agronegócio caminha para mais uma safra recorde, a produção de petróleo, minério e cobre avança, e o turismo mantém crescimento impulsionado pelo pleno emprego e pelo aumento do consumo de serviços. Para o economista, o desafio central do país segue sendo a disciplina fiscal e a boa gestão dos recursos públicos, fatores decisivos para transformar o potencial econômico em crescimento sustentável.