Depois de levar os mantimentos, o grupo foi para Canoas (RS) ajudar no resgate de pessoas e na logística de doações
Voluntários da Defesa Civil de Bebedouro estão no Rio Grande do Sul prestando apoio nas ações de resgate e assistência às vítimas da maior enchente já registrada no estado. Integrantes da equipe relataram, em entrevista à CBN, as condições do trabalho e os riscos enfrentados nas áreas mais afetadas.
Missão inicial e atendimento a famílias
O bombeiro civil Rogério Cassano, que viajou a convite da prefeitura de Bebedouro, disse que a primeira missão da equipe foi localizar e levar alimentos e medicamentos a uma família de um guarda municipal da cidade. Segundo ele, um dos filhos é autista e outro tem deficiência, dependentes de medicação que havia se tornado escassa após as cheias.
‘Encontramos a família, entregamos os medicamentos e alimentos. Missão cumprida’, afirmou Cassano. Ele e o coordenador Luciano chegaram ao Rio Grande do Sul no início da semana em um veículo 4×4.
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Operações de resgate e situação de segurança
A equipe atuou em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, e trabalha em conjunto com as defesas civis locais, com equipes de São Sebastião e com o Corpo de Bombeiros Militar. Cassano descreveu a logística: transporte com barco, gerador, motor e kits de atendimento para operações de retirada de pessoas e animais.
Os voluntários têm resgatado tanto moradores que resistiram a deixar suas casas nos primeiros dias quanto muitos animais abandonados. Cassano explicou que a recusa inicial em sair decorre, em parte, do temor de saques: ‘Há muitos saqueadores nessas regiões, que se aproveitam da vulnerabilidade e acabam roubando bens’.
Além dos desafios naturais, as equipes também enfrentam risco de violência. ‘Tem locais onde há milícias; temos que descer com um policial armado para combater esses bandidos que se apoderaram de alguns lugares onde escondem armas e drogas’, relatou o agente. Por isso, os resgates muitas vezes ocorrem escoltados por policiamento armado.
Mobilização pessoal e pedido de apoio
Cassano e os colegas deixaram família em Bebedouro e disseram não ter previsão de retorno — a permanência dependerá do término das operações. Em entrevista, ambos pediram orações e agradeceram o apoio recebido da região. ‘Estamos com a rotina totalmente modificada, mas vamos continuar aqui de pé, ajudando, porque sabemos que essa população precisa muito’, disse ele.
O trabalho dos voluntários da Defesa Civil de Bebedouro segue nas áreas inundadas, em meio a condições difíceis e riscos de segurança, com foco em levar ajuda imediata e prestar socorro a pessoas e animais afetados.



