Com quase 900 alunos, apenas 274 votos foram computados e, pela regra, ao menos 400 participações seriam necessárias
Na primeira votação para a implantação do modelo cívico-militar na escola estadual Guimarães Junior, em Ribeirão Preto, não foi atingido o quórum necessário para aprovação. Dos quase 900 alunos da escola, apenas 274 votos foram computados, enquanto a legislação exige pelo menos 400 participantes para validar a decisão. Uma nova rodada de votação será realizada para tentar alcançar a maioria exigida.
Contexto da votação: O modelo cívico-militar é uma bandeira política da presidência da Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto, que tem promovido mobilizações sobre o tema. A regulamentação estadual prevê múltiplas tentativas de votação para que a escola possa adotar esse modelo, caso obtenha o apoio necessário.
Desafios na mobilização da comunidade escolar
Especialistas destacam que o principal desafio não está apenas no modelo adotado, mas no envolvimento da comunidade escolar, incluindo pais e responsáveis, na vida da escola. A baixa participação na votação reflete dificuldades maiores, como a valorização dos profissionais da educação, investimentos em infraestrutura e equipamentos, além da necessidade de um ambiente escolar acolhedor e livre de intolerância e bullying.
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Aspectos estruturais da educação: Os problemas da educação são estruturais e demandam recursos financeiros, gestão eficiente e participação comunitária. A melhoria da qualidade do ensino depende de investimentos, criação de métricas para avaliação, valorização dos profissionais da escola e acompanhamento constante das políticas educacionais.
Posicionamento das autoridades: O governo do estado de São Paulo tem buscado apresentar projetos relacionados à educação, possivelmente como plataforma política para futuras candidaturas. No entanto, sua gestão tem sido marcada por críticas, incluindo fechamento de salas de aula e redução de vagas na educação de jovens e adultos (EJA).
Informações adicionais
O resultado oficial da votação será divulgado pela Secretaria da Educação em 4 de abril. Apesar da baixa adesão inicial, Isaac Antunes, representante envolvido no processo, manifestou confiança na crescente conscientização sobre a importância do modelo cívico-militar.