Defesas de réus alegam que ex-presidente do Sindicato dos Servidores omitiu informações em delação premiada
A operação Cevandígia, que investiga o pagamento de propina em honorários advocatícios, sofreu um revés com o adiamento do depoimento de Wagner Rodrigues, ex-presidente do sindicato de servidores de Ribeirão Preto.
Adiamento do Depoimento
O depoimento de Wagner Rodrigues, que havia sido marcado para a quarta vara criminal do Fórum da cidade, foi adiado a pedido dos advogados dos demais investigados. A justificativa foi a necessidade de acesso a informações sobre uma investigação em andamento no Ministério Público que apura crime de lavagem de dinheiro contra Rodrigues, que firmou acordo de delação premiada. Os advogados alegaram que sem acesso a essa documentação, não poderiam questionar Rodrigues adequadamente.
Divergências e Desconfianças
O adiamento gerou controvérsias. O advogado de Maria Zuelly Brande, Luís Carlos Bento, argumentou que a colaboração de Rodrigues é, no mínimo, estranha, apontando contradições em seus depoimentos e práticas duvidosas em compras e vendas de imóveis. Já o advogado de Wagner Rodrigues, Daniel Rond, defendeu seu cliente, afirmando que o acordo de delação visa esclarecer os fatos e que o adiamento não prejudica o processo.
Próximos Passos e Acusações
O depoimento de Wagner Rodrigues foi remarcado para o dia 20, juntamente com o de Maria Zoueli Librandi. Outros depoimentos estão agendados para os dias 24 (Sandro Rouvani), 27 (André Hens) e 5 de dezembro (ex-prefeita Darci Siviera), acusada de receber R$ 4 milhões em propina. Os investigados respondem a crimes como organização criminosa, corrupção passiva e ativa, e peculato. A ex-prefeita está presa desde maio em Tremembé.
O caso segue em andamento, e a cobertura jornalística continuará acompanhando os desdobramentos dos depoimentos e o desenrolar da operação Cevandígia.



