Em depoimento, ex-vereador não respondeu questionamentos da promotoria; justiça ouviu, também, o ex-parlamentar Genivaldo Gomes
Em mais um dia de depoimentos no Fórum de Ribeirão Preto, os ex-vereadores Genivaldo Gomes e Walter Gomes prestaram suas defesas no âmbito da Operação Sevandija. Os depoimentos, longos e aguardados, ocorreram ao longo da segunda-feira.
Depoimentos e Questionamentos
O depoimento de Genivaldo Gomes durou várias horas, iniciando pela manhã. Um dos pontos centrais do questionamento do juiz Lúcio Alberto Enes da Silva, da Quarta Vara Criminal, foi uma ligação telefônica interceptada pela Polícia Federal e Ministério Público. A ligação mostrava Genivaldo, que presidia uma CPI que investigava irregularidades no ERP, combinando respostas com o ex-diretor técnico da autarquia, Luís Alberto Mantila. Genivaldo alegou que a conversa se referia a um projeto de modernização do abastecimento de água, e não a irregularidades. Ele também negou ter indicado pessoas para cargos na prefeitura em troca de apoio político.
Situação de Walter Gomes
Walter Gomes, preso desde o final do ano passado por suspeita de ocultação de bens, chegou ao depoimento bastante abatido. Seu depoimento, que ocorreu entre 11h30 e 14h30, foi marcado por seu estado emocional e pela declaração de que a situação afetou profundamente sua vida e a de sua família. Ele alegou inocência, afirmando ter conduzido sua vida política sem envolvimento em corrupção ou ilicitude. Apesar de responder a perguntas do juiz, ele se recusou a responder qualquer questionamento do promotor de acusação. Walter Gomes passará por uma cirurgia de desvio de septo no dia 3 de novembro e, por isso, sua defesa solicitou a transferência para Ribeirão Preto.
Próximos Passos
Os depoimentos na Operação Sevandija serão retomados no dia 7 de novembro, com o depoimento do ex-vereador Bebê e outros vereadores envolvidos na investigação. Os três dias de depoimentos da semana passada representaram um importante avanço nas investigações em curso.



