Ex-Presidente da Câmara Municipal de Ribeirão Preto recebe mais de R$ 13 mil por mês do IPM
O ex-presidente da Câmara, Walter Gomes, preso desde dezembro de 2022 por suposto envolvimento em desvio de verbas em Ribeirão Preto, recebe aposentadoria vitalícia de R$ 13.809 mensais. Em junho, recebeu R$ 82.859 referentes aos meses de janeiro a maio, incluindo o adiantamento do 13º salário.
Aposentadoria de Políticos Investigados
Além de Walter Gomes, outro político investigado na Operação Servandija, Cícero Gomes, também recebe aposentadoria do Instituto de Previdência dos Municipiários (IPM). Cícero, que também é professor aposentado, recebeu R$ 24.500 do IPM no mês passado, acumulando rendimentos do legislativo e da sua aposentadoria como professor. Ele declarou ao jornal A Cidade que contribuiu com 20% do salário para a pensão e que trabalhou a vida toda como professor, alegando legalidade na situação.
Opiniões Divergentes sobre a Legalidade e Moralidade
Para o advogado Jorge Sanchez, conselheiro de uma ONG de combate à corrupção, a aposentadoria, embora legal, é imoral. O cientista político Fábio Pacano afirma que o privilégio da aposentadoria vitalícia é inaceitável, especialmente diante da situação econômica do país, e critica a falta de coerência entre o pedido de sacrifícios para as reformas da previdência e a manutenção de privilégios para determinados setores. Pacano destaca que a legalidade não implica legitimidade, e que a cobrança, seja judicial ou politicamente, é necessária.
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Reações e Implicações
Os dois políticos sempre negaram envolvimento nos crimes de abuso de poder político, desvio de recursos públicos e organização criminosa investigados na Operação Servandija. A situação levanta questionamentos sobre a ética e a transparência na gestão pública, reforçando o debate sobre a necessidade de reformas e maior controle sobre os gastos públicos. A percepção de privilégios para políticos envolvidos em investigações gera indignação e aumenta a pressão por mudanças no sistema.



