Sevandija constatou que o ex-vereador omitiu uma série de bens de sua declaração apresentada à Justiça Eleitoral
O ex-presidente da Câmara de Ribeirão Preto, Walter Gomes, prestou depoimento ontem no Fórum da cidade, acusado de crime eleitoral. A Justiça Eleitoral o acusa de ocultar patrimônio e mentir em sua declaração de bens apresentada antes das eleições de 2016.
Patrimônio Oculto
De acordo com o Ministério Público, Gomes teria omitido diversos bens em sua declaração, incluindo um apartamento na Zona Sul, casas e terrenos. O valor total do patrimônio do ex-presidente seria bem superior aos R$ 900 mil declarados à Justiça. Uma condenação pode resultar em pena de até cinco anos de prisão.
Passagem pela Penitenciária e Novos Processos
Walter Gomes já cumpriu quase dois anos de prisão na Penitenciária de Tremembé e, atualmente, aguarda julgamento em liberdade. Além do crime eleitoral, ele responde a processos por corrupção passiva e suspeita de receber propina do empresário Marcelo Plachino, falecido em novembro de 2016. As acusações giram em torno de um esquema em que Plachino teria repassado R$ 10 mil a Gomes em troca da indicação de cabos eleitorais para trabalhar em sua construtora. Outros oito ex-vereadores também são acusados de envolvimento neste esquema, mas negam as acusações.
Leia também
Defesa e Julgamento
A defesa de Walter Gomes afirma sua inocência e garante possuir provas para apresentar à Justiça. Os advogados acreditam na absolvição do ex-vereador.



